2.6.5 - Pessoal - 2.6.6 - Ensino e Formação

A Defesa de Portugal 2015

A DEFESA DE PORTUGAL 2015 / As Forças Armadas Portuguesas 91 2.6.5 PESSOAL Fonte: Anuário Estatístico da Defesa Nacional Notas: - Os quantitativos referidos reportam-se a 31 de dezembro do ano respetivo e abrangem os militares no ramo e fora do ramo. - Os quantitativos refentes ao Serviço Efetivo Normal (SEN) referem-se ao total incorporado durante o ano, excluindo os que optaram pela passagem a RC/RV. 2.6.6 ENSINO E FORMAÇÃO 2.6.6.1 Ensino ACADEMIA MILITAR A Academia Militar (AM) é um estabelecimento de ensino superior público universitário militar que desenvolve atividades de ensino, investigação e apoio à comunidade, com a missão primordial de formar oficiais destinados aos quadros permanentes do Exército e da Guarda Nacional Republicana (GNR). Entre 1992 e 1996 a AM assumiu o ano de Formação Geral Comum, com a frequência do primeiro ano, no destacamento da Amadora, por alunos dos três Ramos das Forças Armadas e da GNR. A partir do ano letivo de 1994- 1995, os candidatos no concurso de admissão de alunos passaram a optar entre o Exército e a GNR, deixando de ser feita essa escolha mediante a classificação obtida no final do 1.º ano, mas sim com as classificações de candidatura. E em 1999, a Academia admitiu os primeiros alunos do novo curso de Medicina. Seguiu-se a integração no sistema universitário português e europeu; a criação do Centro de Investigação da Academia Militar, a 4 de dezembro de 2001, que passou, em 2010, a designar-se por Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação da Academia Militar; e a organização do primeiro seminário sobre “Política Europeia de Segurança e Defesa” no âmbito do “Erasmus Militar” europeu, entre 7 e 11 de setembro de 2009, em conjunto com a Escola Naval e a Academia da Força Aérea. Enquadrada pela reforma do ensino superior e pela sua integração no normativo do ensino superior público universitário nacional, a AM efetuou, ainda, a adequação dos diferentes cursos ao processo de Bolonha, o que levou à atribuição do grau de mestre aos seus alunos através do ciclo de estudos integrado (a partir dos cursos que terminaram em 2007 – caso das Ciências Farmacêuticas e 2008 para os restantes). Atualmente a AM, no que se refere ao Exército, confere o grau de mestre do ensino superior público universitário militar em Ciências Militares, nas especialidades de Infantaria, Artilharia, Cavalaria e em Administração Militar. Relativamente à GNR, confere o grau de mestre em Ciências Militares na especialidade de Segurança e em Administração Militar. E comum às duas forças, confere o grau de mestre em Engenharia Militar, Engenharia Eletrotécnica Militar, nas especialidades de Transmissões e de Material, e Engenharia Mecânica Militar. A AM contribui, ainda, para o desenvolvimento da dimensão militar dos Oficiais médicos, conferindo o diploma do curso de formação militar complementar, integrador dos mestrados em Ciências Farmacêuticas, Medicina, Medicina Dentária e Medicina Veterinária. EXÉRCITO GNR Ciências Militares: • Especialidade de Infantaria • Especialidade de Artilharia • Especialidade de Cavalaria Ciências Militares: • Especialidade de Segurança Administração Militar Administração da GNR Engenharia Militar Engenharia Eletrotécnica Militar • Especialidade de Transmissões • Especialidade de Material Engenharia Mecânica Militar Engenharia Militar Engenharia Eletrotécnica Militar Engenharia Mecânica Militar Medicina Medicina Dentária Medicina Veterinária Ciências Farmacêuticas Medicina Medicina Veterinária Ciências Farmacêuticas Nos últimos 20 anos (1994 a 2014), a Academia formou 1.325 oficiais para os quadros permanentes do Exército e 572 para os quadros permanentes da GNR e enquanto Escola de Comandantes, continuou a consolidar o prestígio de Portugal através do desempenho dos seus alunos, na linha dos sete ex-alunos que atingiram as mais altas funções do Estado enquanto Presidentes da República, respetivamente: António dos Santos Ramalho Eanes, Francisco da Costa Gomes, António Sebastião Ribeiro de Spínola, Francisco Higino Craveiro Lopes, António Óscar de Fragoso Carmona, Manuel de Oliveira Gomes da Costa e Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais.


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