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A Defesa de Portugal 2015

A DEFESA DE PORTUGAL 2015 / As Forças Armadas Portuguesas 89 são de salientar os carros de combate de 3ª geração LEOPARD II A6, as viaturas blindadas da família M113 (tipologias de transporte de pessoal, posto de comando, transporte de munições, porta-morteiros e porta-míssil), as viaturas blindadas de lançamento de pontes, os obuses autopropulsados de calibre 155 mm M109 A5, as viaturas de combate de engenharia, o míssil anti-carro TOW e o míssil antiaéreo ligeiro CHAPARRAL. Encontra-se, ainda, previsto dotar a Companhia de Engenharia desta Brigada com um conjunto de equipamentos de route clearance (limpeza de itinerários face a potenciais riscos provocados por engenhos explosivos). BRIGADA DE INTERVENÇÃO Pelas suas caraterísticas, as forças da Brigada de Intervenção (BrigInt) são adequadas para ser projetadas e empenhadas, de forma sustentada e contínua, em todo o espectro de missões e cenários, orientando-se prioritariamente para situações que requeiram forças médias que aliem poder de fogo, proteção e fácil projeção, por exemplo, num quadro de projeção, inicial de força, em situações de conflito de média/alta intensidade e em CRO. Esta Brigada encontra-se organizada em torno da plataforma VBR 8x8 PANDUR II (tipologias de transporte de pessoal, posto de comando, viatura de combate de infantaria com canhão de 30mm, viatura de recuperação, viatura portamíssil e comunicações), tendo como armamentos principais os obuses 155 mm M114A1 rebocados, os morteiros 81mm e 120mm, e ainda as viaturas blindadas de reconhecimento V150 e V200. BRIGADA DE REAÇÃO RÁPIDA As forças da Brigada de Reação Rápida (BrigRR) são caraterizadas por uma grande mobilidade tática, flexibilidade de emprego e resposta rápida, aptas a operar em todo o espectro de missões e cenários, sendo as mais adequadas para situações que requeiram forças ligeiras com elevada prontidão, designadamente em CRO, bem como no combate ao terrorismo e ao crime organizado. Face às suas caraterísticas, esta Brigada está equipada com armamento e equipamento especialmente vocacionado para ser usado em operações aerotransportadas. É de realçar a utilização de viaturas de reconhecimento de alta velocidade, viaturas blindadas de reconhecimento PANHARD, canhões sem recuo CARL GUSTAV, mísseis anticarro médios MILAN, morteiros de calibres 60mm e 81mm, míssil antiaéreo portátil STINGER, e obuses de calibre 105 mm M119 A1 Light Gun aerotransportáveis. Até 2020 prevê-se a aquisição de cerca de 200 viaturas táticas ligeiras blindadas para equipar um Batalhão, bem como as forças de operações especiais. Além disso, prevêse um investimento considerável no reequipamento das unidades paraquedistas e de operações especiais. FORÇAS DE APOIO GERAL E DE EMERGÊNCIA As forças de apoio geral integram um conjunto de valências que servem para reforçar qualquer das grandes unidades anteriormente referidas, potenciando as suas capacidades. Entre estas, encontram-se a defesa antiaérea, as unidades de engenharia de apoio geral (construções), a inativação de engenhos explosivos (EOD - Explosive Ordnance Disposal), a Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica e a Polícia do Exército. Destaca-se, nos últimos anos, a edificação do Elemento de Defesa Biológica, Química e Radiológica (ElDefBQR) que, integrando um conjunto de valências diversas, se afirma como estrutura eficaz para a abordagem integrada e completa a incidentes com agentes biológicos, químicos e radiológicos, incluindo situações que contenham ameaças provocadas por agentes explosivos, desde o processo de deteção, identificação do agente e neutralização, até à descontaminação.


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