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A Defesa de Portugal 2015

A DEFESA DE PORTUGAL 2015 / As Forças Armadas Portuguesas 73 2.5.8.3 SEGURANÇA COOPERATIVA E AJUDA HUMANITÁRIA Portugal é um país que se assume como contribuinte para a segurança internacional. Desde 1994 até 2014, os meios e forças da Marinha realizaram diversas missões internacionais no âmbito da segurança cooperativa, da diplomacia naval, da preservação dos recursos naturais e do controlo de fronteiras da União Europeia. Estas missões realizaram-se sob a égide da NATO, da União Europeia, da ONU, da CPLP ou ainda no âmbito multilateral. Em 1995 e 1996, o navio reabastecedor de esquadra e, em 1999, uma fragata da classe Vasco da Gama estiveram envolvidos na missão da NATO de implementação da paz na guerra dos Balcãs (IFOR). No ano de 2000, uma força de fuzileiros integrou a missão da NATO de manutenção da paz na Bósnia. De 1999 a 2004, na sequência do processo de independência nacional de Timor-Leste, foram empenhadas neste país duas fragatas, helicópteros e forças de fuzileiros nas missões da ONU de imposição e manutenção da paz (INTERFET, UNTAET e UNMISET). Estes meios e forças, para além da missão principal, contribuíram para a reconstrução do país e prestaram serviços médicos às populações locais. Em 2000, na sequência das cheias verificadas no rio Save, em Moçambique, foi empenhada uma força de fuzileiros que prestou auxílio às populações afetadas numa missão de apoio humanitário de âmbito nacional. Na sequência dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos da América, a NATO atribuiu às suas forças navais permanentes a missão de combater o terrorismo e o tráfico de armas de destruição massiva (operação ACTIVE ENDEAVOUR). Desde 2001 até 2014, as fragatas e os submarinos da Marinha têm integrado anualmente estas forças por períodos que vão de 1 a 12 meses. Por diversas vezes o comando destas forças foi atribuído a Portugal. A área de operações para estas missões centra-se no Mediterrâneo. Em 2002, ainda no âmbito do combate ao terrorismo, foi iniciada uma missão de implementação de segurança no Afeganistão. Nesse ano, o contributo da Marinha fez-se através de uma equipa de apoio médico. Mais tarde, de 2008 a 2013, o contingente nacional contou com o empenhamento de forças de fuzileiros e equipas sanitárias para proteção de forças, apoio médico, ações de mentoria às forças de segurança afegãs e garantia da segurança do aeroporto internacional de Cabul.


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