2.5.8 - A Marinha em ação

A Defesa de Portugal 2015

70 2.5.8 A MARINHA EM AÇÃO 2.5.8.1 EXERCÍCIOS E TREINO Para garantir uma elevada probabilidade de sucesso na sua ação, o aprontamento de meios e forças da Marinha segue um elevado padrão de qualidade. Esse aprontamento começa na formação marinheira dos militares e atinge o seu pico na preparação das guarnições e forças para a entrada em ação no mar ou a partir do mar. O treino e a avaliação dos navios seguem programas específicos para cada tipo de navio, estando a cargo do Centro Integrado de Treino e Avaliação Naval (CITAN) que elabora e executa planos de treino exigentes e rigorosos, com o objetivo de habilitar as unidades navais ao cumprimento das suas missões. Para além da certificação nacional, as fragatas realizam periodicamente o programa de treino da Marinha Inglesa (Operational Sea Training), cuja duração é de cerca de 6 semanas. Em complemento ao aprontamento e treino próprio de cada navio, a Marinha planeia e executa anualmente um conjunto de exercícios para adestramento e manutenção dos seus padrões de prontidão. O exercício naval anual que serve de treino básico é designado por INSTREX. Em anos alternados realizam-se ainda os exercícios CONTEX-PHIBEX e SWORDFISH. Estes exercícios são de complexidade operacional mais elevada e podem envolver a participação de Marinhas de países amigos. Para além dos exercícios puramente navais, a Marinha participa anualmente em exercícios conjuntos com os outros ramos das Forças Armadas. Destacam-se os da série AÇOR, ARMAGEDDON, FOCA, LUSÍADA, SWIMMEX, ZARCO E LUSITANO. Estes exercícios destinam-se a treinar a articulação operacional entre as várias forças e os meios militares nacionais, tendo como base os cenários mais prováveis de emprego das Forças Armadas. Ao nível internacional, a Marinha tem empenhado navios na força naval europeia – EUROMARFOR – tendo realizado em 2006, 2007, 2010, 2011 e 2012 os exercícios navais das séries SWORDFISH, OLIVES NOIRES e CONTEX-PHIBEX. Foram ainda realizados os exercícios: internacionais TAPON07, ALCUNDRA07, SPANISH MINEX; de cooperação multinacional com a Argélia, em 2007, e com Marrocos, em 2010, e mais recentemente, os da série EXPRESS, SAHARAN EXPRESS e OBANGAME EXPRESS, organizados pelos Estados Unidos, na área do Golfo da Guiné, e destinados a aperfeiçoar técnicas de abordagem a navios e combate à pirataria. O Corpo de Fuzileiros integrou a força de desembarque espanhola-italiana, grupo de batalha anfíbio da União Europeia – EUABG – tendo realizado os exercícios da série BREDEX em Sierra del Retin, Espanha, em 2006 e 2009.


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