Page 61

A Defesa de Portugal 2015

A DEFESA DE PORTUGAL 2015 / As Forças Armadas Portuguesas 61 Os navios hidrográficos oceânicos da classe D. Carlos I (2) e os costeiros da classe Andrómeda (2) permitem a aquisição de dados hidrográficos, oceanográficos e geológicos para o conhecimento ambiental do meio marinho e elaboração de produtos de informação de apoio às operações militares e aplicações civis. Estes navios garantem a independência nacional relativamente à aquisição de dados ambientais para conhecimento do seu mar, assim como do fundo do oceano. Os veleiros Sagres, Creoula, Polar e Zarco são navios cuja função principal é a formação marinheira dos militares da Marinha, proporcionando, às novas gerações, um amplo e profundo contacto com a vida do mar. Tem ainda como missão primária a representação da Marinha e do País em apoio direto à ação diplomática do Estado. Portugal tem mantido a tradição da utilização de grandes veleiros como Navios-escola e Navios de Treino de Mar para complemento da formação teórica ministrada pela Escola Naval aos futuros oficiais da Armada, e proporcionar o contacto com a vida do mar à sociedade civil. Os submarinos da classe Tridente (2) foram construídos na Alemanha e aumentados ao efetivo da Armada em junho e dezembro de 2010. São navios com uma grande valência estratégica uma vez que, através do seu sistema de propulsão independente de ar, podem cobrir grandes distâncias sem ser detetados e fazer lançamento de torpedos e mísseis. Estes navios são fundamentais para exercer a dissuasão militar e a vigilância dos vastos espaços marítimos de interesse nacional, conferindo um valor militar superior a uma Marinha desproporcionadamente pequena face ao espaço em que atua. Apoiam, ainda, de forma “discreta” as operações de forças especiais e constituem um elemento crítico junto das organizações de que Portugal faz parte.


A Defesa de Portugal 2015
To see the actual publication please follow the link above