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A Defesa de Portugal 2015

242 colaboração tem-se traduzido anualmente na comunicação ao Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), através do Ministério da Defesa Nacional, dos resultados da implementação no Exército do programa anual de rastreio toxicológico da população militar ativa, que nos últimos dez anos, envolveu em média 5.500 colheitas/ano, que deram lugar à realização pelo Laboratório de Toxicologia de cerca de 22.000 exames toxicológicos por ano, sendo os derivados da cannabis, os mais detetados. Por seu lado, desde a sua criação em 1952, que a Força Aérea tem utilizado as suas capacidades em prol do apoio à população civil. Desta forma, para além dos cuidados médicos prestados aos militares e civis das Forças Armadas através dos meios hospitalares e dos Centros de Saúde, a Força Aérea colabora igualmente com o Serviço Nacional de Saúde e com a Autoridade Nacional de Proteção Civil em situações excecionais, como catástrofe e calamidade pública. A Força Aérea tem em permanência, no seu dispositivo de forças, meios aéreos em elevado estado de prontidão para dar resposta em casos de evacuações aeromédicas, dentro e fora do território nacional, Busca e Salvamento e Transporte Especial, incluindo o transporte de órgãos para transplante. A utilização de meios aéreos no apoio sanitário ganha especial importância nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, onde a velocidade, o alcance e a flexibilidade dos meios aéreos são fundamentais no apoio sanitário à população. A operação de evacuação sanitária, denominada MEDEVAC (Medical Evacuation), consiste no transporte aéreo e nos cuidados médicos prestados em rota, por equipas médicas, a feridos retirados de um campo de batalha, a pacientes feridos evacuados do local de um acidente ou a doentes que se encontrem num hospital necessitando de cuidados urgentes em instalações melhor equipadas. Em apoio ao Serviço Nacional de Saúde, a Força Aérea cede aeronaves para: • Transporte e evacuação (TEVS) de doentes e feridos de navios para o continente, com equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) a bordo, a coberto de protocolo com este Instituto; • Transporte de doentes, feridos, grávidas e bebés em incubadoras, entre ilhas, e dos Açores para o continente, com uma equipa civil a bordo, da Unidade de Evacuações Aéreas dos Açores, a coberto de Protocolo com o Governo Regional do Açores; • Transporte de doentes ou feridos da Ilha do Porto Santo para a Ilha da Madeira, com equipa civil a bordo, a coberto de Protocolo com Governo Regional da Madeira.


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