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A Defesa de Portugal 2015

202 razão pela qual o investimento na economia de Defesa tem um efeito estruturante que se estende a toda a economia. O desenvolvimento da economia de Defesa concorre para uma evolução no sentido da criação de emprego altamente qualificado e do reforço da capacidade nacional em áreas tecnológicas de ponta e de elevado valor acrescentado, estimulando, quando aplicável, o desenvolvimento de tecnologias, soluções e aplicações de duplo uso, comuns à área da Defesa Nacional e a outros domínios civis, designadamente a segurança, a aeronáutica, o espaço e o mar, potenciando assim o efeito multiplicador dos investimentos de Defesa sobre outros sectores económicos. O desenvolvimento da economia de Defesa contribui igualmente para reforçar o papel das pequenas e médias empresas e das entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, no sentido da sua viabilização, sustentabilidade e competitividade, em articulação com as medidas de política governamental de apoio e fomento às exportações, e com as iniciativas da UE neste particular domínio, de que são exemplos as directivas sobre procurement e transferências intracomunitárias e o small business act (SBA). A promoção do diálogo e da cooperação entre as diversas partes interessadas no desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa (BTID), particularmente, entre o sistema científico e tecnológico, as indústrias e os programas de reequipamento das Forças Armadas é uma condição essencial para criar sinergias e facilitar a sua integração nos projetos e programas tanto nacionais como da UE e da OTAN. Por outro lado, a competitividade e eficiência da indústria de Defesa Nacional, e da sua base científica e tecnológica, podem ser fortalecidas por um conhecimento mais profundo dos desafios e oportunidades decorrentes das políticas europeias neste sector, designadamente, as possibilidades de financiamento para apoio a projetos de duplo-uso, através do recurso a Fundos Estruturais Europeus. Por forma a corporizar a estratégia definida de potenciar as oportunidades no âmbito da economia de Defesa, foi criada a idD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais, S.A. (idD) com a a responsabilidade e missão de promoção e divulgação, nacional e internacional, da atividade das empresas do setor da Defesa, incluindo as que integram a BTID, contribuindo assim para o desenvolvimento da economia nacional. Foi ainda atribuída à idD a responsabilidade pela implementação de uma estratégia nacional para a BTID, por forma a desenvolver as capacidades nacionais nesta área, que visem aumentar o número de empresas passíveis de integrar esta base tecnológica e industrial. Os objectivos e a missão da idD, consistem em: • Assumir a interlocução entre o Ministério da Defesa Nacional (MDN) e as empresas do sector da Defesa, nomeadamente as da BTID, no que à sua promoção interna e externa diz respeito; • Promover, em colaboração com entidade afins, as empresas no setor da defesa, dinamizando, preparando e apoiando visitas e missões ao exterior, relacionadas com a economia de Defesa, assumindo Portugal como produtor e exportador de tecnologia e serviços no âmbito da Defesa; • Motivar parcerias entre as Forças Armadas e as indústrias de Defesa, nos projetos por estas desenvolvidos em I&D e apoiar a criação de start ups no âmbito da economia de Defesa; • Promover e gerir contactos e parcerias com organizações, agências e outras entidades afins, nacionais e internacionais, colaborando, na sua esfera de ação e, quando necessário, através da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional (DGRDN) com as agências, organismos e instituições nacionais e internacionais, públicas e privadas, do sector da Defesa; • Atuar em rede através de intercâmbios entre grandes e pequenas empresas, dinamizando projetos comuns, considerando para tal, o sistema de rede institucional dos adidos militares e da diáspora Portuguesa, procurando assim maximizar os recursos existentes; • Contribuir para criar as condições de aumento das exportações das empresas Portuguesas que atuam no mercado da economia de Defesa; • Promover a criação, garantindo a gestão, da rede de centros incubadores de empresas na área da economia de Defesa; • Contribuir, com a sua ação, para a criação e manutenção de emprego altamente qualificado em Portugal.


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