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A Defesa de Portugal 2015

A DEFESA DE PORTUGAL 2015 / Economia de Defesa 201 5.2.2. CARACTERIZAÇÃO DA BASE TECNOLÓGICA E INDUSTRIAL DE DEFESA NACIONAL A Base Tecnológica e Industrial de Defesa Nacional (BTID) abrange o conjunto das empresas e entidades do sistema científico e tecnológico nacional, públicas ou privadas, com capacidade para intervir em uma ou mais das etapas do ciclo de vida logístico dos sistemas e equipamentos de Defesa e de outros domínios civis como a Segurança, a Aeronáutica, o Espaço e o Mar. A BTID nacional é essencialmente constituída por Pequenas e Médias Empresas (PMEs) de “duplo uso” distribuídas por diferentes sectores, por vezes organizados em clusters e centros de excelência, desde Aeronáutica a Materiais, TIC a Naval e Mar, Engineering & Tooling a Energias, desenvolvimento de Software a Têxteis. Todas estas empresas apresentam grau elevado de competências e forte experiência nos mercados de Defesa e Segurança. Tendo por base competências, capacidades e inovação as empresas da BTID têm vindo a apostar na criação de sinergias através de clusters, nomeadamente: • Cluster Aeronáutico – design, engenharia, testes de simulação, produção, ferramentas, aviónicos e lifecycle support, manutenção e revisão; arquitetura térmica para aplicações aeroespaciais; observação da Terra; Sistemas GNC; sistemas de processamento de dados; análise de missão; navegação por satélite; infraestruturas críticas de missão; • Cluster do Mar – construção naval, manutenção e reparação, integração de sistemas C2, manutenção de sistemas de combate, as tecnologias relacionadas com a utilização de energias renováveis (ondas, marés); tecnologias ambientais; Sistemas de vigilância marítima; Segurança Portuária; • Engineering & Tooling – design e produção de moldes, de ferramentas especiais e peças maquinadas de alta precisão; de plástico, de metal, de carbono, compósitos de cortiça, diferentes materiais multicamadas, revestimento, laminagem. Em conjunto com as áreas industriais acima descritas, as empresas portuguesas têm grande “expertise” e capacidades nos seguintes domínios: • Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) - cibersegurança e ciberdefesa, desenvolvimento de software para sistemas de gestão integrada, comunicações de rádio para as Forças Armadas: Exército, Marinha e Força Aérea; sistemas de comando e controlo, sistemas de apoio à decisão, etc; • Têxteis - Tecidos, novos materiais, design, fabricação (uniformes e dressing), Centro de I&D e Inovação, Centro de testes, nanotecnologias, etc. 5.2.3. ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA DA DEFESA O Conceito Estratégico de Defesa Nacional identifica como vetor e linha de ação estratégica prioritária a consolidação das relações externas da Defesa, através de ações que potenciem as oportunidades no domínio da economia de Defesa, tendo em consideração as vantagens que poderão advir para a economia nacional de atividades externas que visem a prossecução deste objetivo quer ao nível ministerial, quer a outros níveis, no âmbito das estruturas da Defesa, incluindo as Forças Armadas. O domínio da defesa apresenta um carácter transversal e integrador de diversos sectores tecnológicos e representa um mercado de elevada exigência e intensidade tecnológica,


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