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A Defesa de Portugal 2015

190 5.1.2. AMBIENTES DE DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE DE I&D DE DEFESA AO NÍVEL DO MDN Tendo presente os constrangimentos e as oportunidades existentes, a atividade de I&D ao nível do MDN tem-se desenvolvido em diversas frentes, sempre em estreita ligação com os Centros de Investigação Militares, e no sentido de maximizar os recursos. No domínio cooperativo nacional, além do relevante apoio do MDN, que é a única entidade nacional a financiar projetos de âmbito estritamente militar, tem também sido desenvolvido um trabalho de forte ligação com as entidades gestoras dos fundos estruturais regionais (PORTUGAL 2020), com a FCT ou com outras instituições com competências em I&D e responsabilidade técnica e científica mais ou menos abrangente. Este trabalho permanente permitiu já produzir resultados significativos, em alguns casos com retorno financeiro interessante e comprovado pelo número de participações em projetos no âmbito do 7º Programa Quadro europeu, entre 2011 e 2013, no número de participações em projetos no âmbito do QREN , ou pela quantidade de participações de especialistas internos ou externos à Defesa em grupos de trabalho (por exemplo, no âmbito da EDA e da OTAN). 5.1.3 PERSPETIVAS DE EVOLUÇÃO É neste contexto de constante evolução que a I&D de Defesa se move, a fim de dar o seu contributo para o fomento da Ciência e da Tecnologia nacional, acompanhar o estadoda arte e desenvolver as Capacidades Militares de Defesa, envolvendo-se em projetos com um elevado valor acrescido. Para o futuro, os desafios passam por acompanhar e superar as ameaças dos cinco ambientes com que uma Defesa moderna se depara: terra, mar, ar, espaço e ciberespaço. Para atingir estes objetivos, algumas capacidades precisam de ser desenvolvidas, como por exemplo, o C4I (Comando, Controlo, Comunicações, Computadores e Informação Militar), a integração de sistemas, a aquisição e o processamento de dados, a cibersegurança e a ciberdefesa, a eficiência e a inteligência em rede ou a gestão do espectro, de modo a se obter um detalhado conhecimento situacional do ambiente que nos rodeia (nos cinco ambientes acima mencionados). Tal está em conformidade com a Estratégia de I&D de Defesa Nacional que define um conjunto de tecnologias prioritárias que estruturam as ações do MDN a longo prazo, levando em conta as orientações superiores, as necessidades imediatas e a perceção da tecnologia como o caminho a seguir. Tendo em consideração que esta lista é demasiado extensa para ser abordada a todo o momento e que os recursos humanos, materiais e financeiros existentes são escassos, uma atenção especial tem sido dada a áreas como os Veículos não-tripulados, as TIC, a Energia, os Sensores, os Materiais, as Tecnologias de Defesa QBRN e o Ciber. Desta forma, tem vindo a ser desenvolvida uma abordagem mais assertiva no sentido de focar os esforços em projetos de nível de TRL elevado, capazes de alcançar as necessidades das FFAA num período de tempo relativamente curto e de ter um impacto económico elevado em várias outras áreas, beneficiando ao máximo, sempre que possível e aplicável, as tecnologias de duplo-uso.


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