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A Defesa de Portugal 2015

A DEFESA DE PORTUGAL 2015 / Economia de Defesa 189 5.1.1.5. CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DE SEGURANÇA E DEFESA DO IESM (CISDI) Ao CISDI incumbe a promoção, ou participação em colaboração com outras instituições, na realização de projetos de investigação, no desenvolvimento e implementação de projetos inovadores, na promoção de projetos de investigação integrados e na divulgação do conhecimento científico, em áreas de especial interesse para as Forças Armadas e GNR e para a segurança e defesa nacional. No âmbito da definição da área científica de Ciências Militares, proposta pelo IESM e aprovada pela Academia de Ciências de Lisboa, assim como da acreditação do Mestrado em “Ciências Militares – Segurança e Defesa”, o CISDI pretende focalizar a investigação e concentrar recursos na área correspondente aos elementos nucleares das Ciências Militares: • Estudo dos Conflitos Armados: Estudar e analisar nas suas várias dimensões todo o espetro da conflitualidade armada e de conceber, desenvolver, planear e aplicar as estratégias militares que decorrem da política (Polemologia, Estratégia militar, Planeamento estratégico militar, Prospetiva estratégica militar, História Militar, Modelação da dinâmica de sistemas complexos em aplicações militares, etc); • Operações Militares: Competências e capacidades para comandar em situações de incerteza típicas do combate armado e para empregar a força em resposta a exigências de segurança e de defesa (Planeamento operacional, Comando e controlo de operações, Apoio à decisão militar, Informações militares, Logística militar, Tática militar, etc); • Comportamento Humano: Qualidades de comando, direção e chefia inerentes à condição militar (Filosofia e ética da prática militar, Psicologia militar, Sociologia militar, Comando e liderança militar, etc); • Técnicas e Tecnologias Militares: Elementos relativos à formação científica de base, técnica e tecnológica destinada a satisfazer as qualificações profissionais indispensáveis ao desempenho de funções técnicas no âmbito das diversas especialidades militares (Engenharias de aplicação militar, Técnicas de Estado-Maior, Sistemas de combate, Estudos de componente, Técnicas e procedimentos táticos, Comando, controlo, comunicações, computadores e informação, Modelação do emprego da força armada, etc). As atividades de I&D de Defesa estão enquadradas por um conjunto de estratégias, planos e ações onde os atores são a BTID, o Sistema Científico e Tecnológico (SCT) e as FFAA, com os respetivos Centros de Investigação Militar a desempenharem um importante papel. Da BTID, a maioria das entidades são pequenas e médias empresas (PME) que evoluíram a partir da especialização em tecnologias de ponta relacionadas com a Defesa e que encontraram mercados de exportação, na maioria das vezes, em aplicações de duplo-uso. Embora a maioria do SCTN não esteja focada em questões relacionadas com a Defesa, algumas áreas específicas tais como os sistemas robóticos evoluíram em profunda cooperação com as universidades e com excelentes resultados para ambas as partes. Os Centros de Investigação Militar também têm vindo a desempenhar um papel de crescente importância na atividade que normalmente está altamente focada para a transferência de tecnologia, sobretudo na área do duplo-uso. É sabido que as FFAA são entidades exigentes em matéria de I&D, pelo que o grande desafio tem sido levar a Indústria e as Universidades a trabalharem em cooperação com as FFAA, a fim de cumprir com as necessidades militares, ao mesmo tempo que existe uma perceção clara de alavancar as necessidades dos restantes setores, dos mercados, das necessidades económicas e o acompanhamento do estadoda arte. Os constrangimentos orçamentais têm vindo a obrigar a comunidade científica e industrial a aproximar-se das entidades de I&D de Defesa e a envolverem-se em novas oportunidades que acabam por facilitar e reforçar a cooperação, particularmente evidente no quadro europeu e no dos fundos estruturais regionais onde o desenvolvimento de novas abordagens ainda é um desafio.


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