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A Defesa de Portugal 2015

132 Lusitano - O “Lusitano” é um exercício nacional realizado com periodicidade anual da responsabilidade do EMGFA e conta com forças navais, terrestres e aéreas. Inserese no âmbito da preparação do Sistema de Forças para o cumprimento das missões que lhes estão cometidas. A Força Aérea participa, anualmente, em exercícios conjuntos, organizados pela Marinha e pelo Exército, promovendo a interoperabilidade e a coordenação dos meios nacionais. FORA DO TERRITÓRIO NACIONAL A Força Aérea tem participado em diversos exercícios de âmbito internacional, vocacionados nas seguintes vertentes: • Grandes Exercícios da OTAN (Strong Resolve, Dinamic Mix, NATO Air Meet, Bold Avenger, Cold Response, Cooperative Key, NATO Tiger Meet, etc); • Parcerias Internacionais - Treino e integração de forças dos países europeus que operam o F-16MLU (European Participating Air Forces - EPAF), com a sua vertente de Força Expedicionária (EPAF Expeditionary Air Wing - EEAW), promovendo a capacidade de operação integrada entre os cinco países da EPAF. Este conceito é utilizado em diversos exercícios, bem como no teste e desenvolvimento de novas atualizações do F-16MLU. • Procurando manter elevados padrões na formação dos instrutores táticos de F-16, a Força Aérea tem participado no Fighter Weapons Instructor Training (FWIT), contribuindo decisivamente para elevar o patamar da qualidade dos seus pilotos de combate e da exploração do sistema de armas F-16MLU; • Frisian Flag - Exercício de referência pela qualidade e realismo do treino, organizado pela Esquadra 323, da Força Aérea Holandesa, responsável pelo curso FWIT, que desta forma mantém um elevado nível de uniformização entre os pilotos participantes, principalmente os pertencentes à EPAF. • Red Flag - Exercício realizado nos Estados Unidos da América (EUA), com cenários que simulam operações reais, incluindo a largada de armamento real, fundamental para uma preparação efetiva das nossas tripulações. Em 2000, a Força Aérea participou neste exercício com F-16A, e tem intenção de voltar a participar futuramente. • No âmbito da Iniciativa 5+5 (cooperação com os países do Mediterrâneo Ocidental, em áreas como a vigilância marítima, proteção civil e segurança aérea), os meios aéreos da Força Aérea têm participado nos exercícios Seaborder, com aeronaves P-3C, C-295 e EH-101. • Saharan Express e Obangame Express - Exercícios de vigilância marítima das forças navais americanas para a Europa-África, normalmente com a participação de P-3C da Força Aérea. • As comemorações do 56º (2008) e 58º (2010) aniversário da Força Aérea, realizadas nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, respetivamente, serviram igualmente para treinar a capacidade de projeção de forças a longa distância, exercitando a sua forte vocação expedicionária, com o envolvimento da maioria dos seus sistemas de armas. Para além das missões indicadas, o C-130 da Força Aérea Portuguesa, foi responsável pela maioria do apoio logístico necessário para a projeção e sustentação das FND nacionais, mantendo, em alguns anos, voos semanais entre o território nacional e o teatro de operações. Adicionalmente, a Força Aérea, dentro dos seus contributos para a defesa cooperativa, tem em permanência forças (tradicionalmente F-16, C-130, P-3, TACP, Equipas EODs e NRBQ) atribuídas à OTAN e UE, em diversos estados de prontidão e tempos de resposta. No processo de atribuição, o seu estado de prontidão e capacidade operacional podem ser avaliados pela OTAN, como o ocorrido com o F-16 e CRC. Desde a criação das NATO Response Forces (forças treinadas e certificadas anualmente pela OTAN), em 2006, a Força Aérea atribui anualmente meios a estas forças. ÁREAS DE MISSÃO DA FORÇA AÉREA Para a consecução da sua missão e do nível de ambição, a Força Aérea concentra-se em quatro áreas de atuação: vigilância e controlo do espaço aéreo nacional; patrulhamento e fiscalização do espaço interterritorial; segurança cooperativa e segurança humana. VIGILÂNCIA E CONTROLO DO ESPAÇO AÉREO NACIONAL Materializado através da atuação em permanência de radares de vigilância e deteção, de sistemas de comando e controlo (C2) e de aeronaves F-16MLU de interceção aérea, em ações de policiamento aéreo. Esta área de missão visa contribuir para as ações de soberania nacional e também, como contributo nacional para a segurança coletiva, nomeadamente no âmbito da OTAN, encontrando-se incluída no sistema de defesa aérea comum - NATINAMDS.


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