2.7.7 - Património histórico e cultural

A Defesa de Portugal 2015

128 a Manutenção, sendo responsável por ministrar o Curso de Formação de Sargentos (CFS) para ingresso nos QP e os Cursos de Formação de Oficiais, Sargentos e Praças para admissão ao RC. No aprontamento do pessoal da Força Aérea para empenhamento em operações, seja em território nacional ou no estrangeiro, assume enorme relevância a instrução e o treino ministrados pelo Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea (CTSFA) sediado na Base Aérea N.º 6, no Montijo. Neste centro, os militares são sujeitos a um programa de treino desenhado para os qualificar e capacitar para o desempenho das tarefas operacionais de que serão incumbidos em quaisquer condições táticas e ambientais. Atualmente, o catálogo de cursos e estágios disponíveis no CTSFA compreende 15 cursos diferentes, distribuídos pelas seguintes áreas operacionais: • Sobrevivência, Evasão, Resistência e Recuperação; • Capacidades Individuais Comuns de Combate (Individual Common Core Skills - ICCS); • Defesa Nuclear, Radiológica, Biológica e Química; • Reconhecimento e Inativação de Engenhos Explosivos. A excelência da instrução ministrada no CTSFA tem vindo a ser reconhecida por diversas entidades externas à Força Aérea, através da frequência dos cursos iniciais e cursos de reciclagens disponibilizados. Assim, as ações de formação conduzidas no CTSFA têm vindo a ser frequentadas por elementos doutros ramos das Forças Armadas, da Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Autoridade Nacional de Proteção Civil e ainda por elementos de forças armadas de países estrangeiros, nomeadamente de Angola, Argélia, Bélgica, Bulgária, Cabo Verde, Dinamarca, Eslovénia, Eslováquia, Espanha, Hungria, Inglaterra, Lituânia, Marrocos, Moçambique, Polónia, República Checa e Tunísia. Na área da preparação das tripulações para as exigentes condições encontradas em voo, a Secção de Treino Fisiológico (STF) tem por missão desenvolver e treinar as capacidades físicas e fisiológicas do pessoal navegante, de modo a atingir o máximo da sua proficiência com segurança. Para os cursos de formação em Fisiologia de Voo, através de “Estágios Básicos” e de “Refrescamentos”, o STF dispõe de cinco simuladores: Câmara Hipobárica, Simulador de Desorientação Espacial (Gyrogma), Simulador de Desorientação Vestibular (Cadeira de Barany), Simulador de Ejeção e Laboratório de Visão Noturna (LabVis). Ainda no âmbito da formação, a Força Aérea, através do Gabinete de Prevenção de Acidentes da Inspeção Geral da Força Aérea, dá formação na área de “Crew Resource Management” (CRM) à totalidade dos seus tripulantes. Para garantir a formação dos elementos da Força Aérea, pertencentes à sua estrutura de prevenção de acidentes, são ainda ministrados, sob responsabilidade da IGFA, diversos cursos visando a aquisição de competências em áreas como a Segurança de Voo, Segurança em Terra, Segurança de Armamento e Mísseis, Trabalhador Designado, Proteção Ambiental e Investigação de Acidentes. A qualidade reconhecida destes cursos, leva a que sejam frequentados por diversas entidades externas à Força Aérea, civis e militares, nacionais e estrangeiras. Ao preocupar-se com os conhecimentos e o futuro de seus militares, a Força Aérea obtém vantagens competitivas que motivam e predispõem para a qualidade do trabalho, para o brio profissional, para o empenho e para o querer fazer melhor, com benefícios diretos ao nível do recrutamento. É com militares mais preparados e melhor formados que a Força Aérea assegura o cumprimento da missão, garantido a máxima eficiência. 2.7.7 PATRIMÓNIO HISTÓRICO E CULTURAL A Força Aérea, como bastião da cultura aeronáutica militar do nosso país, assegura a preservação e divulgação da causa do ar e promove os valores aeronáuticos no nosso país, desenvolvendo constantemente diversas iniciativas de índole cultural. Para o desenvolvimento destas atividades conta com diversos órgãos, destinados a assegurar as atividades de apoio geral da Força Aérea no domínio cultural, designadamente recolher, conservar, estudar e facultar a consulta ou expor o património histórico-cultural aeronáutico. MUSEU DO AR O Museu do Ar, desde que abriu portas pela primeira vez no dia 1 de Julho de 1971, num antigo hangar da Aviação Militar em Alverca, tem sido responsável pela conservação, segurança e exposição de aviões e objetos de valor histórico, artístico e documental, que constituem uma valiosa contribuição para a História da Aviação Nacional. Atualmente, o Museu do Ar está localizado no Complexo


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