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A Defesa de Portugal 2015

A DEFESA DE PORTUGAL 2015 / As Forças Armadas Portuguesas 125 Dentro das capacidades de Comando e Controlo, a Força Aérea tem as seguintes forças e meios: • O Sistema de Comando e Controlo Aéreo de Portugal (SICCAP) constitui parte fundamental do Sistema Integrado de Defesa Aérea nacional. Em conjunto com as plataformas aéreas, o SICCAP é o sistema que possibilita a condução de operações aéreas de controlo, vigilância e interceção aérea. • Através de um conjunto de sistemas automáticos de processamento de dados, centralizado em Monsanto, no Centro de Relato e Controlo (CRC), toda a atividade aérea que decorre dentro do espaço aéreo português é monitorizada e supervisionada de modo contínuo, 365 dias por ano, 24 horas por dia. Este centro de operações está ligado às Estações Radar do Pilar, Montejunto, Fóia e Pico do Areeiro (e, futuramente, a outras estações nos Açores) nas quais se encontram os radares de defesa aérea. Todo este sistema é parte integrante do NATO Integrated Air and Missile Defence System (NATINAMDS), sistema integrado de defesa aérea e de mísseis da OTAN, possibilitando a partilha de informação entre os vários centros de Comando e Controlo daquela organização. • As equipas Tactical Air Control Party (TACP) têm como missão integrar o Poder Aéreo com a manobra e fogo das forças terrestres/superfície, mitigando ao máximo os danos colaterais e evitando o fratricídio. Caracterizase como uma força de natureza expedicionário e com um elevado grau de prontidão para ser projetada para qualquer teatro de operações. A organização das equipas do TACP está dependente da força apoiada, tanto a nível de meios humanos como de recursos materiais a empregar. O TACP opera sempre a partir de uma posição avançada no campo de batalha, próxima das forças inimigas. Dentro das capacidades de Projeção, Proteção, Operacionalidade e Sustentação (PPOS) de Forças, a Força Aérea tem as seguintes forças e meios: • Equipa de Alerta Nuclear, Radiológica, Biológica e Química (NRBQ) da Força Aérea, disponível permanentemente, pode ser projetada em apoio a incidentes NRBQ que requeiram intervenção imediata ou em apoio da ANPC, quando inserida em missão do EMGFA. A criação do NATO Chemical, Biological, Radiological and Nuclear Multinational Battalion (CBRN MN BT) potenciou o desenvolvimento das capacidades operacionais tanto de EOD quanto NRBQ. Estas duas valências participaram nas NATO Response Forces (NRF) com uma Equipa de Inativação de Engenhos Explosivos e uma Equipa de Descontaminação NRBQ inseridas nos Laboratórios Analíticos da NRF. Também o NATO CBRN Joint Assessment Team (NATO CBRN JAT) contou com a participação de peritos nas área EOD e NRBQ. A UA101 Roncos, baseada em Sintra e equipada com aeronaves Épsilon TB 30, é responsável por ministrar formação de pilotagem, contribuindo para a regeneração das tripulações da Força Aérea. Para a formação avançada e especializada de pilotagem, a Força Aérea dispõe da UA103 Caracóis, localizada em Beja, a operar com aeronaves Alpha-Jet. A UA552 Zangões, baseada em Beja, opera aeronaves Alouette III com a missão de executar formação de pilotagem de helicópteros e de busca e salvamento costeiro, mantendo um destacamento em Ovar.


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