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Viseu recebeu debate público TER ESTADO 
 
 
“Onde devemos investir?” foi o tema da quarta sessão pública do debate Ter Estado, que decorreu desta vez em Viseu.
 

Durante cerca de três horas, os conferencistas Manuel Caldeira Cabral, Miguel Cadilhe, Sérgio Monteiro e Vital Moreira, debateram sobre os Fundos Estruturais e Investimentos, com base no Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) de 2013 e na aprovação recente do Quadro Comunitário para Portugal entre 2014-2020.

Durante a intervenção de abertura do debate, o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, destacou, o facto dos debates públicos serem descentralizados e ocorrerem em vários pontos do País, obedecendo ainda a uma “lógica estratégica e não casuística”, sem demagogia e fora da “discussão partidária”.

Na sua exposição inicial, Miguel Cadilhe mencionou as funções intransmissíveis do Estado (social, económica e estabilização macro-económica) e destacou a importância do CEDN, onde é possível encontrar diverso conteúdo sobre a “orientação de investimento” que o Estado deve tomar. O economista referiu ainda que “a despesa pública de investimento deve partir de uma análise de custo-benefício”, feita por “pessoas independentes”.

Vital Moreira, por sua vez, referiu que o Estado não deve apenas “consertar mas também fazer o mercado” e que a economia nacional “só poderá crescer se for competitiva”. “Essa é a grande falha” do País, frisou o professor universitário, acrescentando que “a atração de investimento externo é um dever do Estado” e, neste campo, a parceria com a União Europeia é “positiva”.

O terceiro conferencista, Caldeira Cabral, reservou a sua exposição inicial à necessidade de interligação entre os transportes rodoviários e ferroviários e deu como exemplo a Galiza, com a qual o País não tem qualquer ligação de transportes públicos. O economista destacou ainda o papel da educação e da formação como fatores de sucesso para o crescimento económico.

Relativamente ao programa de privatização do Governo, Caldeira Cabral referiu que o mesmo não resolve a boa gestão do País e acrescentou que os recursos da “instituição militar” devem ser também utilizados na “valorização” das nossas capacidades marítimas, no “combate aos incêndios” e que o seu património deve ser aproveitado para o turismo, permitindo mais empregos e atraindo novos investimentos.

Sérgio Monteiro por sua vez, referiu que as opções do Estado, em termos de intervenção na economia, partiu de um diagnóstico que indicava que o modo como estava a ser feito no antecedente “prejudicava a concorrência”. Sérgio Monteiro deu como exemplo o programa de privatizações do Governo que permitiu ao País um financiamento com “o dobro do que estava previsto” e que, neste âmbito, a EDP, a REN e a ANA Aeroportos de Portugal são agora empresas muito mais concorrenciais.

O debate, aberto à audiência, incidiu sobre os métodos de análise de custo-benefício, o atual modelo de privatizações, a necessidade de investimento na educação, formação, investigação e ciência, a racionalização dos recursos energéticos, as potencialidades marítimas e o custo de oportunidade, em que o interesse das entidades privadas deve convergir com o interesse público.

Atualizado em: 14-01-2015 10:48 
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