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Debate TER ESTADO sobre as questões da Educação 
 
 
Decorreu, esta manhã, em Ponta Delgada, o debate público TER ESTADO, sob o tema: “Debate sobre Educação, Ciência e Tecnologia”.
 

Na intervenção inicial, Berta Cabral, referindo-se ao tema em debate, destacou a Universidade dos Açores “casa maior da ciência, investigação e ensino que se faz na região e no país”, que tem contribuído de forma “exemplar” no “contexto da autonomia das diferentes ilhas e da identidade dos próprios açorianos”.

Aludindo às questões levantadas pelo debate, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional lembrou que “efectivamente, depois do 25 de abril, a democratização da sociedade efectuou-se”, assim como a “democratização da educação”, onde “todos têm acesso à educação”, adiantou que “do ponto de vista da quantidade, o desafio está vencido” e que agora falta “vencer o desafio da qualidade”.

O debate de Ponta Delgada, no Complexo Científico da Universidade dos Açores, contou com os conferencistas Ana Maria Bettencourt, Carlos Fiolhais, Elvira Fortunato e Fernando Egídio Reis.

Ana Maria Bettencourt iniciou a sua intervenção abordando a questão dos “progressos notáveis na educação”, mas referiu que “continuamos com os piores indicadores da Europa”. A conferencista afirmou a necessidade de combater o “insucesso e o abandono escolar”, para inverter essa tendência dos índices e destacou que “as pessoas são a nossa principal responsabilidade e não podemos abandonar ninguém”.

Carlos Fiolhais destacou a ligação entre a educação e a defesa numa alusão aos “primeiros serviços meteorológicos portugueses”, que pertenciam à Marinha e que eram nos Açores, acrescentando que “a ciência internacional mundial, passou por aqui, ligada à defesa” no estudo do “anticiclone dos Açores”.

Fiolhais abordou as questões da ciência e da investigação científica e da sua evolução perante a sociedade. “A ciência tem hoje uma visibilidade social muito grande, ela aparece nas primeiras páginas dos jornais” e as Universidades são o “lugar de excelência da ciência”, tendo o “estado de ganhar confiança nas Universidades”, porque é nessa ligação “que a ciência serve para saber mais do mundo e para isso melhorar as nossas vidas”.

Elvira Fortunado, por sua vez, confirmou a necessidade destes debates para “termos uma educação ainda melhor”. A professora afirmou que Portugal deu um grande salto “qualitativo e quantitativo, mas ainda falta percorrer um grande caminho”. Recordou, a título de exemplo, a relação entre as Forças Armadas e as Universidades mas que, na sua opinião, deveria ser uma relação mais profunda, “tem de haver mais”, devemos tentar “unir mais entre a investigação nas universidades portuguesas e o que se faz a nível do ensino superior a nível militar”, para que se possam partilhar “mais sinergias”.

O conferencista Fernando Egídio Reis falou sobre o grande desafio que foi o de “reduzir muito a taxa de abandono escolar”, muito embora ela ainda seja, a “nível europeu”, “uma das mais elevadas”. Fernando Reis apontou que “temos de olhar para o ponto de partida” e aceitar este enorme desafio que é “um compromisso europeu e um compromisso de Portugal”, em que se pretende reduzir “a taxa de abandono escolar para 10 por cento”.

O Secretário de Estado concluiu com a ideia de que “demos passos importantes para garantir a educação para todos, mas temos de dar passos para melhorar a qualidade do ensino e para reduzir o insucesso”, para que a melhoria seja efectiva a todos os níveis.

Atualizado em: 17-03-2015 14:20 
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