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Aguiar-Branco acompanha operação de vigilância nas fronteiras e combate a imigração ilegal 
 
 
O ministro da Defesa Nacional esteve hoje a bordo do NRP Figueira da Foz, a acompanhar a missão da Marinha, que decorre no mediterrâneo até ao final de agosto.
 

O Navio de Patrulha Oceânica (NPO) português Figueira da Foz, com uma guarnição de 63 elementos, combate em agosto a imigração ilegal para a Europa desde Marrocos e Argélia, integrando na missão conjunta "Índalo2014", da agência europeia de gestão da cooperação operacional nas fronteiras externas dos estados-membros da União Europeia (Frontex),

O ministro da Defesa Nacional, que acompanhou esta missão durante um dia, destacou o trabalho da Marinha Portuguesa. "É mais um exemplo da cooperação internacional das Forças Armadas (FA) portuguesas, neste caso da Marinha, numa operação que tem a ver com a vigilância nas fronteiras da União Europeia e, nomeadamente, na prevenção da imigração e o combate àqueles que estão por trás dessa migração, as redes clandestinas", congratulou-se José Pedro Aguiar-Branco.

O titular da pasta da Defesa Nacional defendeu a importância e prioridades destas missões. "É uma missão difícil, que toca em redes com financiamentos muito fortes. É uma prioridade participar, em termos internacionais, em tudo o que diga respeito à segurança da Europa, mesmo durante este período difícil de acerto das contas públicas - não deixámos de estar presentes", assegurou Aguiar-Branco.

O objetivo da operação é "detetar, localizar, identificar e impedir a atividade ilegal", designadamente de "imigração irregular" e "prestar assistência humanitária e socorro sempre que necessário".

Desde o início de agosto o NPO já esteve envolvido em quatro ocorrências, três envolvendo embarcações vindas da costa magrebina e uma outra de tráfico de droga, mas em todos os casos os meios da Guarda Civil e da Patrulha e Salvamento de Mar espanhóis, assim como outros de Marrocos e da Argélia, foram suficientes.

Segundo dados da Frontex, de 01 de janeiro a 07 de agosto de 2014, registaram-se 1.482 entradas ilegais na Europa através das fronteiras marítimas do Mediterrâneo Ocidental, num total de 3.330, ou seja, mais 32% do que no mesmo período homólogo, com o Mali e os Camarões a serem as duas principais nacionalidades dos "aventureiros". Pelo mar, houve um aumento de cerca de 6% nos fluxos.

José Pedro Aguiar-Branco teve ainda oportunidade de assistir a um simulacro de recolha de náufragos, testemunhando a revista e triagem de pessoas, posteriormente encaminhadas para a zona de espera, onde teriam a "companhia" de inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, ou, em caso de necessidade, normalmente por desidratação ou hipo ou hipertermia, para o posto médico avançado.

"Não estou surpreendido. As Forças Armadas e neste caso a Marinha, em particular, fazem um planeamento correto em relação àquilo que são os riscos que uma missão desta natureza acarreta. São tomados todos os procedimentos, tentando minimizar esses riscos", assegurou o ministro da Defesa Nacional após o médico de bordo ter garantido que o navio está preparado para lidar com qualquer eventualidade, incluindo o atual surto de vírus Ébola, ativo em países como a Nigéria, Libéria, Serra Leoa ou Guiné-Conacri.

Atualizado em: 13-08-2014 08:38 
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