Saltar para o conteúdo principal
HOME
ATUALIDADE
MULTIMÉDIA
LIGAÇÕES
RESERVADO
INSTITUCIONAL
Portugal deverá afirmar-se “como coprodutor de segurança internacional”  
 
 
O ministro da Defesa Nacional presidiu hoje ao encerramento do Curso de Defesa Nacional 2013/2014, ministrado pelo Instituto de Defesa Nacional.
 

Decorreu, esta tarde, em Lisboa, no Instituto de Defesa Nacional, o encerramento do Curso de Defesa Nacional 2013/2014.

Durante o discurso de encerramento sobre “A Política de Defesa Nacional”, o titular da pasta da Defesa, asseverou que Portugal deverá afirmar-se “como coprodutor de segurança internacional” e “honrar os compromissos assumidos” com os seus parceiros internacionais.

“Tendo em conta as áreas de interesse estratégico nacional decorre a necessidade” do País se assumir como “parceiro responsável” nos quadros da NATO, da União Europeia, das Nações Unidas e, numa “abordagem bilateral”, com os Estados Unidos e com os Países de Língua Oficial Portuguesa, disse José Pedro Aguiar-Branco.

Para o ministro da Defesa Nacional “as Forças Armadas portuguesas constituem elementos essenciais de afirmação da estratégia nacional e é através das Forças Nacionais Destacadas (FND) que nos afirmamos como contribuintes para a segurança nacional”.

Num contexto atual de diversas crises internacionais, como é o caso da Ucrânia e da República Centro-Africana, “a revisão periódica da composição e distribuição das FND” é fundamental para que se consiga obter “uma resposta adequada para melhor defesa dos nossos interesses”, referiu.

Relembrando a missão International Security Assistance Force, (Força Internacional de Assistência para Segurança - ISAF), no Afeganistão, que irá terminar em novembro deste ano, o ministro da Defesa Nacional referiu que a diminuição “de palcos operacionais” implicará, também, o reforço dos exercícios que promovam “a capacidade de resposta e a interoperabilidade das Forças da NATO”.

“É uma matéria que é hoje recorrente e prioritária na discussão ao nível desta aliança”, frisou José Pedro Aguiar-Branco, acrescentando que, em 2015, Portugal, Espanha e Itália serão palco de “um exercício de alta visibilidade da NATO”. Exercício este considerado “um marco relevante do conceito de Connected Forces e destinado à certificação das componentes da Nato Response Force 2016”.

Relativamente à missão no Mali, o titular da Defesa Nacional, afirmou que Portugal deverá manter-se neste teatro de operações, para dar formação às forças armadas locais e apoiar a missão das Nações Unidas MINUSMA, com uma aeronave do tipo C-130.

Quanto à missão Europeia, na República Centro-Africana, o ministro da Defesa Nacional, referiu que a Força Aérea portuguesa deverá apoiar “a capacidade de resposta e apoio tático”.

No âmbito da cooperação bilateral com os Países de Língua Oficial Portuguesa, Portugal está a operacionalizar os acordos de colaboração com Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe e, em 2015, o empenhamento de meios que atuem de forma preventiva para a luta contra a pirataria da região do Golfo da Guiné.

“São missões que apesar dos constrangimentos orçamentais não deixarão de acontecer”, atestou o ministro.

Sobre a Reforma 2020, que está a prosseguir “em articulação com o Estado-Maior-General das Foras Armadas e os Ramos”, o titular da pasta da Defesa Nacional referiu ainda que a Revisão da Lei de Defesa Nacional e a da Lei Orgânica de Bases de Organização das Forças Armadas já foram aprovadas em Conselho de Ministros.

Vídeo sobre a cerimónia de encerramento do curso

Atualizado em: 13-05-2014 13:02 
QUEM SOMOS CONTACTOS MAPA DO SITIO
Desenvolvido por ATASA, Centro de Dados da Defesa/SG/MDN @ 2012 Defesa Nacional - Optimizado para Internet Explorer