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Cerimónia Militar assinala fim da presença nacional no Afeganistão  
 
 
O evento serviu para assinalar o fim da presença portuguesa na missão ISAF, cujo início remonta a 2002, logo após o 11 de setembro.
 

 

Decorreu junto ao Forte do Bom Sucesso, em Belém, a Cerimónia Militar Evocativa da Participação Nacional na missão da NATO no Afeganistão.

O Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), General Pina Monteiro, referiu-se à cerimónia como “o mais simples, mas simbólico e justo ato de homenagem ao esforço dos nossos militares da Marinha, do Exército, da Força Aérea e da GNR que, ao longo destes 12 anos, cumpriram o que a pátria lhes determinou”, contribuindo “para a afirmação de Portugal como ator de confiança, credibilidade e competência na segurança cooperativa”.

Durante a sua intervenção, Pina Monteiro disse também que a missão nacional no Afeganistão constituiu “um marco significativo” na “edificação de capacidades militares” e uma oportunidade para a afirmação da “singularidade do soldado português”, com características culturais que permitem “um relacionamento único outros povos e culturas”.

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, destacou, por sua vez, “o inconformismo cada vez maior das nações face à violação dos princípios básicos da dignidade humana”, designadamente, “nos países de natureza egoísta” e responsáveis por “todos os extremismos, radicalismos e fenómenos de insegurança nacional”.

Considerando que “o nosso bem-estar coletivo não se constrói apenas dentro das nossas fronteiras”, mas depende também “do bem estar dos outros (seja aqui ao lado em Espanha, no Mali ou nos bálticos)”, Aguiar-Branco destacou o empenho dos vários homens e mulheres que, durante 22 anos, “todos os dias arriscaram a vida” numa missão que aconteceu a 8637 km de distância e que terá sido “provavelmente, a mais longa e perigosa em que Portugal já participou”.

Dirigindo-se às forças em parada, compostas por cerca de 250 militares oriundos dos três ramos das Forças Armadas e da GNR, o titular da pasta da Defesa Nacional referiu que “o exemplo que dão há 24 anos um pouco por todo o lado do mundo é tão sólido como o mais sólido dos nossos castelos”; “Continuaremos esse caminho (…). Graças a vós, fazemo-lo há 25 anos, graças a vós vamos continuar a fazê-lo por muitos mais 25 anos”.

No final da cerimónia e em declarações aos jornalistas, José Pedro Aguiar-Branco referiu ainda que a participação de Portugal noutros teatros de operações continua em aberto, remetendo a decisão final ao Conselho Superior de Defesa Nacional.

O evento ficou ainda marcado pela inauguração de uma exposição intitulada Afeganistão: Testemunhos de um Tempo, no interior do Forte do Bom Sucesso.

Atualizado em: 05-12-2014 10:35 
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