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Prossegue a construção da autonomia estratégica da União Europeia 
 
 
Azeredo Lopes esteve presente na reunião informal de Ministros da Defesa na UE, em Viena
 

«Perante uma alteração muito importante de relações de poder no plano internacional, a União Europeia precisava de desenvolver rapidamente uma autonomia estratégica. Talvez fosse o caminho previsível mas é de notar a rapidez com que estamos a percorrê-lo», afirmou o Ministro da Defesa Nacional.

Azeredo Lopes fez esta declaração no final da reunião informal de Ministros da Defesa na UE que teve lugar em Viena, onde esteve em debate a Cooperação Estruturada Permanente, o Fundo Europeu de Defesa, as missões e operações da União Europeia e os Balcãs Ocidentais.

O reforço desta autonomia estratégica está bem patente na Cooperação Estruturada Permanente, que já vai na segunda vaga de projetos.

Os investimentos que os países europeus terão de fazer, referiu o Ministro, implicam apostas claras em várias esferas fundamentais das sociedades europeias: o desenvolvimento da investigação científica, a inovação, a aposta em capacidades na área da Defesa e na indústria de duplo uso.

Azeredo Lopes acrescentou que estes têm sido alguns dos motores mais interessantes que têm contribuído, justamente, para que se passe hoje do papel à prática em questões muito concretas, no sentido de tornar real uma Defesa da União Europeia.

 

Um problema comum

Durante a reunião, os Ministros da Defesa reiteraram a importância da operação naval Sophia (contra o tráfico de pessoas e a perda de vidas humanas no Mediterrâneo), manifestando vontade política em encontrar soluções, para os desafios atuais.

Azeredo Lopes disse que há um consenso sobre a importância da revisão estratégica e operacional da missão, para garantir que continue a prosseguir alguns objetivos fundamentais, até no plano mais geral do Direito Internacional, quanto à obrigação de salvamento e de proteção. 

Lançada em 2015, esta operação, tal como está, termina o seu mandato a 31 de dezembro e, o Ministro da Defesa afirmou que representa um avanço muito significativo da UE quanto a uma responsabilidade que é de todos os seus membros.

Toda a União Europeia tem responsabilidades relativamente ao fluxo de migrantes, que estava a representar um desafio humanitário de primeira grandeza para a UE e especificamente para os países de acolhimento e de desembarque.

Recordando as declarações do Primeiro-Ministro, António Costa, no Conselho Europeu de junho e a posição do Governo português, Azeredo Lopes sublinhou que Portugal é um país de acolhimento.

«Ainda recentemente demos um sinal muito claro do nosso empenhamento como país respeitador dos Direitos Humanos, mas importa sairmos de situações que têm sido resolvidas ad hoc e estabelecer critérios de forma justa e equilibrada, que reflitam estarmos perante uma responsabilidade coletiva que todos têm o dever de assumir», disse.

 

Reforçar as capacidades dos Balcãs

Os Balcãs Ocidentais, uma das prioridades da presidência austríaca da União Europeia, reuniram consenso sobre a sua importância estratégica para a segurança da Europa, tendo Portugal afirmado que se deve investir na cooperação e no reforço das capacidades daqueles países no domínio da segurança e Defesa. 

O Ministro Azeredo Lopes chamou ainda a atenção para duas missões que estão a correr bem e comprovam uma aposta e uma estratégia que têm dado resultados: a Eulex, no Kosovo, e a Althea, na Bósnia, defendendo ainda uma articulação com as Nações Unidas e com a NATO.

 

Atualizado em: 24-09-2018 10:41 
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