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Promover a Segurança Marítima no Golfo da Guiné é vital para o desenvolvimento da Região 
 
 
O Ministro da Defesa Nacional defendeu esta tarde, no encerramento da presidência portuguesa do G7++ -Grupo de Amigos do Golfo da Guiné, que a segurança e liberdade de navegação no Golfo da Guiné deverá ser uma prioridade.

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, defendeu esta tarde, no encerramento da presidência portuguesa do G7++ -Grupo de Amigos do Golfo da Guiné, na cidade da Praia, Cabo Verde, que a segurança e liberdade de navegação no Golfo da Guiné deverá ser uma prioridade para garantir o desenvolvimento da região.

A complexidade geoestratégica, geopolítica e geoeconómica que envolve o Golfo da Guiné implica que “só o contínuo envolvimento efetivo de todos permitirá pôr cobro a práticas criminosas que minam o desenvolvimento socioeconómico, degradam o ambiente e os recursos naturais, impedem as atividades de investigação científica no mar e alimentam o ambiente de insegurança, no contexto do qual grassam os movimentos terroristas", afirmou Azeredo Lopes, destacando o facto de esta região continuar a ser fortemente marcada por ações de pirataria e assaltos armados no mar.

No plano económico, o Golfo da Guiné é um dos primeiros pontos de partida de produtos petrolíferos e gás do continente africano para a Europa, Estados Unidos da América, Índia e China. Cinco milhões de barris de petróleo dos 9 milhões produzidos por dia na África Subsahariana saem desta região. Os últimos dados da Organização Marítima Internacional dão conta de que mais de 40% dos casos de pirataria e roubos armados no mar nos primeiros meses do corrente ano ocorreram na região do Golfo da Guiné, sendo que o número de marinheiros e tripulantes vítimas de sequestro só no primeiro semestre de 2016 iguala já os números totais registados em 2015.

"Portugal continuará a mobilizar o apoio ao processo de Yaoundé entre as organizações internacionais e os Estados Ribeirinhos da região", garantiu Azeredo Lopes, que faz um balanço “muito positivo” do trabalho realizado por Portugal durante este ano de presidência do G7++, Grupo de Amigos do Golfo da Guiné. “A nossa já longa cooperação técnico-militar e jurídica com os países africanos de língua portuguesa da região”, referiu o Ministro da Defesa Nacional, “abrangendo o desenvolvimento de capacidades de vigilância marítima, mas também a formação de recursos humanos e a capacitação institucional, recomendavam especialmente o nosso país para esta tarefa”.

Recordou ainda os esforços que no plano bilateral têm sido levados a cabo por Portugal para promover a segurança na região, como os acordos de cooperação bilateral com Angola e Guiné-Bissau para a capacitação das suas Marinhas, ou os acordos com Cabo Verde e São Tomé e Príncipe para a capacitação das suas Guardas Costeiras.

Portugal foi o primeiro país não membro do G7 a receber a presidência, no início de 2016, do G7++, Grupo de Amigos do Golfo da Guiné, uma organização informal que reúne vários Estados e Organizações Internacionais e Regionais que no âmbito do G7 pretendem promover a cooperação entre os seus Estados-membros designadamente no domínio da segurança marítima na região. São membros do G7++, Grupo de Amigos do Golfo da Guiné: Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, Itália, Japão, Reino Unido, França, Bélgica, Brasil (observador), Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Noruega, Países Baixos, Portugal, Suíça, União Europeia, escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e Interpol.

Atualizado em: 03-12-2016 12:31 
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