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Portugal entrega formalmente escola da NATO que pretende responder aos desafios da Ciberdefesa e Cibersegurança 
 
 
O Governo entregou hoje, em Oeiras, numa cerimónia simbólica, a chave da Academia de Comunicações e Informação da NATO
 

O Governo entregou hoje, em Oeiras, numa cerimónia simbólica, a chave da Academia de Comunicações e Informação da NATO, ao Diretor-Geral da Agência de Comunicações e Informação (NCI Agency), Kevin Scheid.

A cerimónia, que incluiu uma breve visita às instalações e a visualização de um filme sobre o nascimento do projeto e a importância da Academia, contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, do Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e do Diretor-Geral da NCI Agency.

Tendo como público alvo os técnicos da NATO, a missão desta Academia passa pela Educação e Treino relativos aos sistemas de Comando, Controlo Aéreo, Cripto e regras de segurança, Comunicações, Computadores, Informações, Vigilância, Reconhecimento, Ciberdefesa e Cibersegurança.

A Escola NATO de Comunicações e Sistemas de Informação contribui, assim, para afirmar Portugal como um centro de desenvolvimento de “know how” e conhecimento nos domínios das comunicações e da ciberdefesa, áreas estratégicas da NATO e de grande importância para a Defesa Nacional.

O Primeiro-Ministro mostrou-se satisfeito por estar neste mesmo espaço, menos de dois anos depois da cerimónia de lançamento da primeira pedra, a entregar a chave dentro do prazo previsto. António Costa felicitou a Agência, mas também “toda a equipa do Ministério da Defesa Nacional que ao longo dos últimos cerca de 5 anos tem coordenado todo o apoio que o Estado Português prestou a este projeto na sua qualidade de nação hospedeira”.

A qualidade do edifício, com engenharia e arquitetura portuguesas, foi destacada pelo Primeiro-Ministro e também pelo Ministro da Defesa, que disse tratar-se de “um Edifício Inteligente, do ponto de vista energético, equipado com as soluções tecnologicamente mais avançadas para minimizar o seu impacto ambiental”. “Temos tudo o que há de melhor em termos dos acessos de segurança e em termos dos sistemas, para que a Aliança Atlântica possa capacitar, a partir daqui os técnicos dos Países Aliados para responder aos inúmeros e crescentes desafios que resultam das tecnologias de informação”, salientou.

Enaltecendo a importância militar desta Academia, João Gomes Cravinho sublinhou também o impacto que esta infraestrutura pode ter no mundo civil, na medida em que se debruça sobre matérias de duplo uso, civil e militar. “É, portanto, uma grande vantagem para Portugal termos entre nós a NCIA, porque temos a possibilidade de criar profícuas sinergias com o mundo universitário – o Instituto Universitário Militar, mas também todas as universidades civis, incluindo a Nova aqui ao lado”, acrescentou.

As alterações aprovadas no seio da Organização do Tratado Atlântico Norte quanto à nova orgânica dos seus Comandos determinaram a desativação do Allied Joint Force Command Lisbon, instalado no mesmo espaço que agora viu nascer a Escola. Foi então acordada a transferência desta Academia para Portugal, até agora a funcionar em Itália.

Esta iniciativa resulta de um intenso trabalho desenvolvido pelo Estado Português, no âmbito da reorganização das estruturas da NATO, com o intuito de manter em território nacional uma presença relevante desta organização internacional.

A escolha do local reveste-se de grande simbolismo, como destacou João Gomes Cravinho, tendo em conta a ligação histórica com a NATO, “foi aqui que estiveram durante 45 anos, entre 1967 e 2012, as instalações do Allied Joint Force Command Lisbon, agora desativadas.”

Também Kevin Scheid salientou a dimensão histórica do local, ao lembrar que da mesma costa onde agora está instalada a NCI Academy partiram os navios dos descobrimentos portugueses. No seu discurso, o Diretor-Geral da Agência de Comunicações e Informação assegurou que a parceria de sucesso com Portugal será para continuar, “não vamos ser estranhos, vamos ser parceiros”.

A construção do edifício de 13.000m2 de área bruta, no valor de cerca de 24M€, foi assegurado na totalidade pela Aliança Atlântica. São cerca de 100 gabinetes, 43 laboratórios e 26 salas de aula, que estão agora à disposição de professores e alunos, de modo a capacitá-los para enfrentar os desafios do futuro.

Uma vez em funcionamento pleno, prevê-se que possam ser ministrados 400 cursos por ano, para um universo estimado de 6000 estudantes, oriundos de todos os países que integram a Aliança Atlântica. Uma nova vida para o Reduto Gomes Freire, como salientou o Ministro da Defesa, que será também sentida na economia nacional e local.

 

Intervenção do Ministro da Defesa Nacional

 

Atualizado em: 08-05-2019 11:53 
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