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Portugal ao comando da EUROMARFOR 
 
 
O Vice-Almirante Gouveia e Melo recebeu, esta terça-feira, do Vice-Almirante Donato Marzano, o comando da Força Marítima Europeia (EUROMARFOR)

O Vice-Almirante Gouveia e Melo recebeu, esta terça-feira, do Vice-Almirante Donato Marzano, o comando da Força Marítima Europeia (EUROMARFOR) destinada a cumprir missões de gestão de crises, segurança cooperativa e segurança marítima no Mediterrâneo e proximidades. A cerimónia de transferência de comando de Itália para Portugal decorreu no cais da Rocha de Conde de Óbidos, em Lisboa, na qual estiveram presentes o Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), General Artur Pina Monteiro, o Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello e os Chefes dos Estados-Maiores da Armada, do Exército e da Força Aérea.

O CEMGFA recordou “os 22 anos de existência da EUROMARFOR”, fundada em Lisboa e o seu importante contributo para “a segurança e defesa europeias e em cooperação com a NATO e outros aliados”, através do cumprimento de missões de carácter “humanitário, salvamento, manutenção de paz e combate”. Relembrando o forte envolvimento de Portugal “nas políticas de segurança e defesa da União Europeia”, o General Pina Monteiro referiu que estas missões são uma parte importante da “nossa estratégia nacional” e que têm obtido um grande reconhecimento e muita visibilidade.

O General Pina Monteiro enalteceu o empenho do Vice-Almirante Donato Marzano nos últimos dois anos, como a ativação de “um grupo de trabalho composto por oito navios” provenientes dos quatro países que compõem a EUROMARFOR. O Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas considerou que, hoje, “mais do que nunca”, o mundo precisa de uma força capaz de responder com eficácia às ameaças de terrorismo, pirataria, poluição e tráfico de seres humanos, encorajando ainda o novo comandante a “não poupar esforços” no cumprimento das missões da EUROMARFOR.

O comandante empossado, o Vice-Almirante Gouveia e Melo, destacou a importância do mar na vida das populações e a necessidade de se garantir a segurança dos corredores marítimos para a livre circulação e sem os quais “o bem-estar dos países ocidentais” seria afetado. O Vice-Almirante Gouveia e Melo adiantou ainda que é “crucial” as marinhas europeias assegurarem o fluxo marítimo dos bens económicos, em particular, no Mar Mediterrâneo e no Estreito de Gibraltar. Referindo-se à localização privilegiada dos países do sul da Europa, o comandante da EUROMARFOR acrescentou que é fundamental a constituição de parcerias e a fomentação da confiança e da interconectividade entre os meios envolvidos, sendo ainda necessário o estabelecimento de procedimentos standard e o treino conjunto.

Portugal assume pela terceira vez a liderança da EUROMARFOR, após ter liderado em 2009-2011 e 1998-1999. O Vice-Almirante Henrique de Gouveia e Melo assume o comando desta força por inerência do cargo de Comandante Naval. A Força Marítima Europeia foi criada em 1995 pela França, Itália, Portugal e Espanha. Na sequência da Declaração de Petersberg (1992), as quatro nações criaram uma Força Marítima Multinacional com capacidade para ser empregue de forma independente ou em conjunto com outras forças, em operações autónomas ou patrocinadas por entidades supranacionais (União Europeia Ocidental - UEO, União Europeia - UE, Organização das Nações Unidas - ONU, entre outras) em missões humanitárias ou de evacuação, de resgate, de manutenção de paz e de combate.

 

Atualizado em: 30-10-2017 15:27 
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