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Portugal, Cabo Verde e Luxemburgo assinam Declaração Trilateral de cooperação no domínio da Defesa 
 
 
No final da cerimónia, que decorreu no Palácio do Governo, na Cidade da Praia, os governantes dos três países estavam visivelmente satisfeitos

Portugal, Cabo Verde e o Luxemburgo assinaram esta segunda-feira uma Declaração Conjunta sobre Cooperação Trilateral que visa reforçar as capacidades de segurança e defesa de Cabo Verde. Momentos depois de ter assinado o documento, José Azeredo Lopes destacou a “posição geopolítica e geoestratégica” deste país, no coração do Golfo da Guiné, “decisiva para o futuro da segurança marítima”.

No final da cerimónia, que decorreu no Palácio do Governo, na Cidade da Praia, os governantes dos três países estavam visivelmente satisfeitos, garantindo que beneficia todas as partes. Para Azeredo Lopes, “a segurança marítima é uma questão de segurança global. Não é só uma questão de Cabo Verde, nem dos países costeiros do Golfo da Guiné. É uma questão que envolve os países europeus onde, evidentemente, se inclui o Luxemburgo. Há uma percentagem enorme do comércio internacional por via marítima que passa nesta região. E, portanto, se esse comércio não puder desenvolver-se fluidamente sem risco de ameaças, sem risco de violências, sem risco para esses navios, então aí a segurança de Portugal está mais frágil, a segurança de Cabo Verde estará mais frágil e a segurança do Luxemburgo estará mais frágil”.

O Ministro do Luxemburgo, Étienne Schneider, agradeceu ao seu homólogo português a proposta de cooperação a três, e adiantou ainda que vai financiar o Centro de Operações Marítimas, bolsas de estudo e de formação para os cabo-verdianos estudarem nas Academias Militares portuguesas e que estão também a ser avaliadas as necessidades de equipamento militar para 2019. 

“Estou muito contente por poder iniciar um novo capítulo de cooperação entre Cabo Verde e o Luxemburgo no domínio da segurança e da defesa. Hoje assinámos um acordo a três para melhorar a segurança de Cabo Verde, tal como a nossa segurança, porque num mundo globalizado, temos de trabalhar juntos para obter resultados”, declarou Étienne Schneider, recordando que o Luxemburgo e Cabo Verde já desenvolvem vários projetos de cooperação com sucesso e que a comunidade “cabo-verdiana no Luxemburgo é uma comunidade muito importante, tal como os portugueses que representam cerca de 20% da população”.

De acordo com o Ministro da Defesa de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, após a assinatura da declaração conjunta, “os países vão agora identificar os principais fatores de instabilidade no domínio da defesa, nos domínios da segurança marítima e da formação. Vamos ainda propor um plano de cooperação tripartido com a descrição dos projetos a desenvolver nos próximos anos entre os nossos três países e anualmente avaliaremos o estado desta cooperação”. 

Luís Filipe Tavares enfatizou que este apoio técnico-militar e financeiro tanto contribui para o aumento do “nível de segurança do nosso país mas também da nossa região que é uma preocupação coletiva, de Cabo Verde e da União Europeia, no quadro da parceria estratégica que nós temos desde 2007 com a UE".

 

A CONCRETIZAÇÃO RÁPIDA DE UMA IDEIA COMUM

Dada a relevância da faixa de comunicação global do Oceano Atlântico, Azeredo Lopes defende que "há vantagens para todos os países que esta região seja cada vez mais segura e mais capaz de enfrentar desafios na área da segurança. Isto significa também que Portugal, além de uma longa, muito longa relação no domínio da defesa, mantém-se plenamente empenhado em dotar tanto quanto possível dos seus meios navais e aéreos a sua contribuição no domínio da defesa”.

O governante sublinhou, assim, a forte cooperação entre Cabo Verde, tanto ao nível da formação, recordando os alunos e militares que se formam nas Academias Militares “que se têm destacado sempre com resultados acima da média”, conquistando várias distinções, como no plano das presenças naval e aérea, nomeadamente através de participações em exercícios, operações e na iniciativa Mar Aberto, com vista a contribuir para a segurança marítima da região.

“Portugal está realmente empenhado em continuar a trabalhar com um país com quem é muito amigo, um país irmão, e é para mim muito gratificante ver que os nossos três países vão agora concretizar, trabalhar em concreto em projetos que reforcem a nossa segurança comum, a nossa defesa comum e também, por isso, reforcem o desenvolvimento”, afirmou, agradecendo aos seus homólogos “termos podido concretizar tão depressa uma ideia comum”.

 

 

Atualizado em: 24-09-2018 10:40 
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