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NATO deve estar preparada para responder aos desafios do "Flanco Sul" 
 
 
“A NATO precisa de estabelecer mecanismos que permitam combater a ameaça global proveniente do Sul”, afirmou o Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes
 

“A NATO precisa de estabelecer mecanismos que permitam combater a ameaça global proveniente do Sul”, afirmou o Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, na reunião do Conselho do Atlântico Norte, que decorreu ontem e hoje no quartel-general da NATO em Bruxelas.

O Ministro da Defesa Nacional reconhece que desde a Cimeira de Gales, em 2014, a NATO tem vindo a adaptar o seu posicionamento face ao novo e exigente ambiente de segurança: “A implementação do Plano de Ação de Prontidão (Readiness Action Plan – RAP), a adaptação do quadro de ação aos desafios do Sul e as novas medidas de reforço da dissuasão a Leste constituem o centro da nova postura da NATO”, afirmou Azeredo Lopes.

Para preencher estas três principais tarefas do seu novo posicionamento, o Ministro da Defesa Nacional sustenta que “a NATO deve manter suficiente flexibilidade e prontidão para responder aos desafios de segurança que provenham de qualquer frente, numa demonstração forte da coesão e solidariedade entre todos os membros da Aliança”.

“A implementação do quadro de ação para fazer face aos desafios que provêm do flanco sul trará à Aliança as ferramentas necessárias para definitivamente os enfrentar”, defendeu Azeredo Lopes, destacando neste contexto as ameaças do terrorismo transnacional e os atores não-estatais com capacidades comparáveis às de Estados.

A dimensão marítima é uma das mais importantes neste âmbito, considerou o Ministro da Defesa Nacional, reafirmando o compromisso de Portugal no reforço da concretização da estratégia marítima da Aliança Atlântica, em especial através da sua participação na missão da Força Naval de Reação da NATO (Standing Nato Maritime Group 1).

A ciberdefesa constitui outro dos domínios essenciais para Portugal na consolidação de uma estratégia de dissuasão e defesa da Aliança Atlântica. Azeredo Lopes sublinhou a importância conferida a esta dimensão na agenda da Cimeira de Varsóvia, bem como outras decisões que vieram reforçar o papel deste domínio de ação, hoje reconhecido como novo teatro de operações, na estratégia global da NATO.

Recorde-se que Portugal e a NATO estão a preparar a transferência da Escola de Comunicações e Sistemas de Informação (ECSI) de Latina, em Itália, para Oeiras, o que colocará o país na vanguarda da formação nos domínios da ciberdefesa. A instalação da ECSI em Oeiras tem um investimento previsto de 25 milhões de euros, já aprovado pela NATO, e deverá estar concluída no primeiro semestre de 2018.

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, juntou-se aos Ministros da Defesa da NATO no jantar do Conselho do Atlântico Norte, tendo, em conjunto com o Secretário-Geral da Aliança, Jens Stoltenberg, reafirmado a necessidade de as duas organizações reforçarem as suas relações de cooperação, numa óptica de complementaridade e maximização de esforços, de modo a responderem, também preventivamente, aos desafios securitários comuns.

A reunião dos Ministros da Defesa que terminou esta manhã antecede a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da NATO, que irá ter lugar em Varsóvia nos próximos dias 8 e 9 de julho. Constituiu-se, assim, num momento essencial de preparação das principais decisões que definirão os rumos da Aliança Atlântica para o futuro. A“Cimeira de Varsóvia” será a 27ª desde que a aliança foi criada em 1949; a última, teve lugar em Gales, no Reino Unido, em 2014.

 

Atualizado em: 23-06-2016 18:12 
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