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Ministro da Defesa destaca “exemplo de responsabilidade” e “associativismo” da ADFA 
 
 
Durante a Cerimónia Comemorativa do 43. º aniversário da ADFA - que decorreu na sede em Lisboa

O Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, destacou o “exemplo de responsabilidade”, “afirmação de cidadania” e “associativismo” da Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), bem como o seu papel pioneiro “na democracia portuguesa” e “na defesa dos direitos dos deficientes militares”.

Durante a Cerimónia Comemorativa do 43º aniversário da ADFA - que decorreu na sede em Lisboa, e onde estiveram presentes o general Ramalho Eanes, a Secretária de Estado para a inclusão das Pessoas com Deficiência, o professor Adriano Moreira, as Chefias Militares e alguns deputados - Azeredo Lopes referiu que o Estado deve ter como prioridade “as políticas de proteção e de justa compensação dos deficientes das Forças Armadas”. Para tal, devem ser estabelecidas “sinergias com outras organizações”, na busca de “novas possibilidades para problemas já antigos” e que, com a passagem do tempo, tendem a agravar-se.

Relembrando que o atual Governo definiu, no seu Programa, “o compromisso de estabilizar o enquadramento estatuário dos militares”, em particular o dos Deficientes das Forças Armadas, o Ministro da Defesa Nacional adiantou que o mesmo concretizar-se-á na “implementação e execução de medidas concretas que resultam de um trabalho empenhado e dedicado dos diversos setores da Defesa Nacional, com a preciosa colaboração da ADFA. Azeredo Lopes reiterou ainda que a ADFA pode contar com toda a Defesa Nacional para “progredir e aprofundar onde for possível os apoios e melhorar o que, sendo existente, ainda não é suficiente”.

Antes do Ministro da Defesa Nacional, o Presidente da ADFA, comendador José Arruda, fez uma referência especial à presença da Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, e agradeceu o empenho do Governo no apoio aos direitos dos deficientes; destacou ainda o slogan da ADFA “a força justa das vítimas de uma guerra injusta” e o trabalho dos núcleos da Associação ali presentes.

Por sua vez, o filósofo José Gil - a quem coube o momento habitual de reflexão na cerimónia – falou sobre os efeitos do “mito do império” e a perceção errada da sociedade sobre os deficientes, que foram “vítimas físicas, psicológicas e morais” de uma guerra considerada “injusta”. O pensador relembrou ainda o não reconhecimento dos direitos dos que combateram na Guerra Colonial, pelo regime pós 25 de abril, e falou da ausência de um “rito de passagem purificador”, do fascismo para a democracia, que levaria à “regeneração da sociedade” e a uma diferente noção de “pátria”.

Atualizado em: 17-05-2017 21:40 
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