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Ministro da Defesa Nacional presente no “marco notável” do “40º Colóquio de Relações Internacionais”, da Universidade do Minho 
 
 
um dos acontecimentos de maior relevo da Universidade do Minho e de destaque cultural na própria cidade de Braga

O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, orador principal da sessão de abertura do 40º Colóquio de Relações internacionais, da Universidade do Minho, “pioneira no estudo de Relações Internacionais em Portugal” desafiou os estudantes que organizam estes colóquios ao longo dos anos para “continuarem nesta senda porque estão a dar um contributo ao vosso próprio crescimento, à Academia e ao país”.

Referindo-se à relação de Portugal com a União Europeia “numa perspetiva de segurança e defesa”, João Gomes Cravinho lembrou “a integração europeia, o tema do primeiro colóquio em 1979, que tinha como ideia falar da integração económica e política”, considerando que “o mundo académico e, sobretudo, o mundo das decisões políticas e económicas do nosso país, naquela época, não imaginava que a Comunidade Europeia, seria com o tempo um fornecedor de segurança para o nosso país” em que “todo o debate girava em torno do raciocínio económico e político”.

Perante uma plateia de estudantes de Relações Internacionais, o Ministro da Defesa Nacional, sublinhou que se por um lado, “havia um largo consenso a favor da integração porque ajudaria a consolidar a jovem democracia portuguesa”, por outro lado “os economistas, tinham uma visão diversa” porque eram “de uma forma geral muito reticentes em relação à integração europeia”, pensando que Portugal teria as maiores dificuldades para suportar o embate da concorrência que resultaria da abertura da economia ao espaço europeu mas “o raciocínio politico acabou por se sobrepor e  hoje a realidade mostra que “acabamos por nos dar muito bem e por ter um país que foi profundamente transformado por esta experiência de vida”.

O Ministro da Defesa Nacional referiu que “em nenhum momento”, em finais dos anos 70, início dos anos 80 do século passado, “pensávamos que estaríamos a falar de algo relacionado com a nossa segurança e com a nossa defesa porque os assuntos de defesa eram “matéria para a NATO” e não para a CEE, a NATO é que era “o nosso pilar essencial para a defesa”.

O Ministro da Defesa Nacional referiu que a nossa segurança está hoje “ancorada, para além do enquadramento institucional, na NATO, na União Europeia e noutros quadros internacionais”, pelo facto de pertencermos “a esta união de 28 Estados-Membros muito diferentes entre si” mas que “no essencial entendem que as relações internacionais se devem pautar por princípios de cooperação e solidariedade”.

“Existe uma realidade de partilha de elementos de soberania na União Europeia”, sublinhou João Gomes Cravinho, onde apesar das muitas tensões que caraterizam a coexistência das diferentes preferências “está arredada a possibilidade de guerra entre os países membros” e acrescentou que “a essência” do projeto europeu continua, portanto, a ser a da manutenção e da promoção da paz.

João Gomes Cravinho  referiu que a nossa segurança vai depender não só da capacidade de nos mantermos no território da União Europeia, “esse espaço de partilha” mas também da capacidade de a “União Europeia moldar o mundo em que vive”, embora se verifique que “em algumas matérias a União Europeia já é ponto de referência, ou pelo menos ator de primeira linha”. “É para a União Europeia que os olhos internacionais se viram quando há um desastre humanitário e é necessário dar apoio a algum país em dificuldades” – disse o Ministro - é a União Europeia “que faz toda a diferença quando se fala de alterações climáticas” e é de salientar que “o Secretário-Geral das Nações Unidas fez questão de sublinhar a centralidade das alterações climáticas para a gestão da paz no mundo”.

O Ministro da Defesa Nacional acrescentou que, apesar da alegada inconsistência, a União Europeia “é a grande promotora de democracia e de direitos humanos de uma forma muito mais significativa do que qualquer outro ator internacional”.

Hoje, 25 dos 28 países membros da união Europeia fazem parte da Cooperação Estruturada Permanente, onde “Portugal participa de uma forma, plena, entusiástica, de forma muito comprometida”, realçou João Gomes Cravinho e acrescentou que através desta política comum de segurança e defesa, “conseguimos promover os nossos interesses políticos, estratégicos, económicos, militares e os nossos interesses tecnológicos também”.

O núcleo de estudantes mais antigo do país, o CECRI - Centro de Estudos do Curso de Relações Internacionais, organiza os colóquios de Relações Internacionais, um dos acontecimentos de maior relevo da Universidade do Minho e de destaque cultural na própria cidade de Braga.

Atualizado em: 08-05-2019 22:49 
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