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Forças Armadas celebradas no Dia de Portugal 
 
 
“Celebramos também o Dia das Comunidades e hoje mesmo estaremos com os nossos compatriotas em França para lhes darmos sinal da nossa gratidão pela Pátria que todos os dias engrandecem”.
 

“Celebramos também o Dia das Comunidades e hoje mesmo estaremos com os nossos compatriotas em França para lhes darmos sinal da nossa gratidão pela Pátria que todos os dias engrandecem”, afirmou o Presidente da República esta manhã, durante as comemorações do 10 de junho, que decorreram no Terreiro do Paço, em Lisboa.

Numa cerimónia onde estiveram presentes o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, o Primeiro-Ministro, António Costa, o Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, diversos membros do Governo e líderes de partidos políticos, Marcelo Rebelo de Sousa dedicou as suas primeiras palavras às Forças Armadas (FA) e aos Antigos Combatentes, considerando que “não seria justo” celebrá-las noutro dia que não “no Dia de Portugal”, porque elas são “o garante da nossa independência e da nossa Constituição democrática e social”.

Referindo-se a Luís de Camões como o “poeta máximo das nossas epopeias passadas”, o Presidente da República afirmou que a reunião “das três celebrações num só dia” – Portugal, Camões e Comunidades portuguesas – é também “a celebração da quinta-essência do 10 junho” e que é “Portugal e o seu povo”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa este é o povo que “não vacila, não trai, não se conforma, não desiste” e é nele que reside “a sabedoria”, tal como “há nove séculos” e que “avançou e cresceu sempre que as elites, interpretando a vontade popular e os seus desígnios e aspirações, o guiaram em comunhão plena”. O Presidente da República recordou ainda os “diversos períodos da história” em que o povo português assumiu um “papel determinante”, construindo e consolidando a “identidade nacional”, mesmo “nos momentos de crise” e em que a Pátria foi “posta à prova”.

Relativamente às condecorações militares, que decorreram logo após a sua alocução, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou-se “seguro de estar a interpretar a vontade popular”, uma vez que os agraciados constituem “um exemplo para todos nós”. Destacou também as condecorações a alguns portugueses que mais tarde tiveram lugar em Paris e que, "durante os recentes atentados” terroristas na cidade, deram abrigo e salvaram “quem fugia da destruição e da morte”, numa demonstração de “solidariedade e de humanismo”.

Referindo-se ao Terreiro do Paço, local onde decorreu a cerimónia, o Presidente da República afirmou que o mesmo “concentra em si os factos mais significantes da história de Portugal desde antes do tempo das Descobertas”:

“Aqui se misturaram gentes, culturas e produtos vindos por terra ou trazidos por naus e caravelas dos lugares mais longínquos que fomos descobrindo” relembrou, acrescentando que “foi aqui que a nossa independência foi perdida e recuperada mais do que uma vez” pelo que “a nossa liberdade lhe está associada”.

Antes de terminar, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que esta praça de Lisboa é hoje “o símbolo maior do nosso imaginário coletivo” e de onde mais uma vez partiremos “rumo ao futuro”, porque “somos portugueses e, como sempre, triunfaremos”.

          Também o presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do 10 de junho, João Caraça, referiu-se à importância da existência de “uma entidade nacional” perante a “mudança”.

Citando o poeta Camões, que escreveu que “todo o mundo é composto de mudança”, João Caraça disse que esta é “uma afirmação definitiva, completa, essencial” e que um País sem entidade é como “um navio à deriva”, pois é nela que “reside o segredo de adaptação à mudança”.

Defendendo a ideia de “uma solução coletiva” e “portadora de esperança”, o presidente da Comissão Organizadora afirmou que “pensar no futuro não é necessariamente uma posição de otimismo, antes o resultado de uma profunda confiança nos outros” e que tem sido “a nossa grande arma na nossa caminhada ao longo dos séculos”. Citando Fernando Pessoa, que escreveu que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, João Caraça considerou ainda que “é dos afetos que nasce a confiança”.

Antes de terminar, o presidente da Comissão Organizadora referiu que “é o medo que fragmenta a sociedade” e que daí “à perda da identidade é um curto passo”, uma vez que ela é suportada não só pelo “património” e pela “cultura”, mas também pela “ideia do futuro” porque “num mundo sem projeto não há identidade”.

As cerimónias do 10 de junho, em Lisboa, prosseguiram com as condecorações a seis militares (três antigos combatentes e três militares de cada um dos ramos), ao que se seguiu o desfile de meios humanos e materiais da Marinha do Exército e da Força Aérea.

No final, o Presidente da República deslocou-se para Paris - onde se reencontrou com o Primeiro-Ministro, António Costa, e com Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes - para presidir às comemorações oficiais com a comunidade portuguesa residente em França, que se estendem até domingo e incluem uma visita ao Palácio Eliseu, a celebração oficial na Mairie de Paris, um almoço com individualidades da comunidade Portuguesa e uma homenagem às vítimas da I Guerra Mundial, com uma visita ao Cemitério de Richebourg.

Atualizado em: 23-06-2016 18:10 
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