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"Flanco Sul entrou definitivamente na agenda da NATO" 
 
 
Afirmou o Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, sublinhando os resultados que os encontros do “Quarteto do Sul” têm tido para a orientação estratégica da Aliança

“A questão do Flanco Sul entrou definitivamente na agenda da NATO”, afirmou o Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, sublinhando os resultados que os encontros do “Quarteto do Sul” têm tido para a orientação estratégica da Aliança. Porém, as medidas da NATO para o Sul deverão ainda ser intensificadas, considerou o Ministro da Defesa Nacional, no final da reunião de dois dias do Conselho do Atlântico Norte, em Bruxelas, na qual participaram os ministros da Defesa dos 28 países aliados da NATO.

Em declarações à imprensa, no final da reunião do Conselho do Atlântico Norte, o Ministro da Defesa deu a conhecer o impacto que o encontro do Quarteto do Sul realizado a 6 de fevereiro no Porto teve na ministerial de Defesa: “O objetivo que prosseguimos com a reunião do Quarteto do Sul e com a carta conjunta foi plenamente alcançado, pois teve uma relevância prática na condução dos trabalhos e no condicionamento da orientação em torno do flanco sul”.

O “Quarteto” conseguiu “que fosse colocada no tempo certo a questão do flanco sul ao ponto de hoje ser absolutamente evidente, algo que há pouco mais de um ano era dificilmente antecipável”. Contudo, para Portugal, essas medidas deverão ser ainda mais desenvolvidas, adianta Azeredo Lopes, considerando que “o reequilíbrio está agora a ser conseguido, mas a organização tem que ser capaz de se adaptar a ameaças e a desafios que sejam um pouco menos clássicos como os que encontramos no flanco leste”.

 

“FICARIA MUITO CONTENTE SE ATÉ 2024 CONSEGUÍSSEMOS REALIZAR O OBJETIVO DE 2%”

Portugal investe hoje cerca de 1,4% do PIB, de acordo com os critérios NATO, para a Defesa. Azeredo Lopes concorda - como o tem vindo a afirmar - que a Europa tem de reforçar o seu esforço “para poder responder de forma mais adequada aos desafios que nos dizem diretamente respeito e relativamente aos quais não temos o direito de esperar que outros assumam a responsabilidade”, sobretudo “num momento crítico da nossa vida coletiva”.

Para o Ministro da Defesa, é importante não só analisar quanto se investe, mas como se investe: “hoje existe uma melhor utilização das verbas alocadas à Defesa. Portugal, dentro da NATO, União Europeia e de outras organizações como a ONU, participa em mais de 15 operações em missões militares fora do nosso país. Se considerarmos a dimensão portuguesa, é algo muito relevante”.

“Eu costumo dizer que a participação de Portugal na República Centro-Africana tem um impacto mais importante e mais relevante na construção da paz e na defesa dos nossos interesses, do que porventura despesas também elas necessárias, mas com um efeito de vantagem ou custo benefício muito menor”, disse Azeredo Lopes, considerando “muito relevante” e “forçoso” destacar que Portugal, “mesmo perante uma supervisão externa em termos financeiros”, não esmoreceu “perante países francamente mais desafogados do ponto de vista da disponibilidade financeira e que estão ainda francamente abaixo” do objetivo dos 2%.

 

LÁ ONDE HOUVER UMA POLÍTICA DE DEFESA EUROPEIA HÁ MELHOR NATO

Num momento em que a aliança começa a implementar as medidas acordadas na Cimeira de Varsóvia sobre a cooperação NATO-UE, o Ministro da Defesa assegura que “o reforço da União Europeia no âmbito da Defesa se traduz necessariamente no reforço da NATO”. A aliança sai mais robusta uma vez que se pode concentrar mais efetivamente nas suas missões.

Para Azeredo Lopes, “não pode representar uma diminuição do papel da NATO, mas as duas são perfeitamente conciliáveis: lá onde houver uma política de defesa europeia há melhor NATO”, uma vez que “o robustecimento da política europeia de defesa pode enfrentar situações e desafios para que a NATO não está pura e simplesmente vocacionada para responder”, como são os casos das “missões que a União Europeia tem vindo a desenvolver – por exemplo, no Mali, na República Centro-Africana – que dão um contributo fundamental na capacitação destes estados na formação das Forças Armadas, no desenvolvimento e estabilização do país, algo que a NATO não pode neste momento assegurar”.

Durante a reunião do Conselho do Atlântico-Norte, os Ministros da Defesa acordaram na criação de um ‘hub’ para o Sul, no qual cerca de 100 pessoas reunirão informação sobre o potencial das ameaças provenientes do Médio Oriente e do Norte de África. Os 28 aliados aprovaram um plano para a Ciberdefesa e um plano para implementar o ciberespaço como domínio operacional. Os Ministros da Defesa decidiram ainda aumentar a presença naval no Mar Negro para reconhecimento, treino e exercícios. Foram igualmente abordados os investimentos ao nível de defesa, os quatro batalhões multinacionais e a melhor forma como combater as ameaças híbridas e ataques cibernéticos.

Atualizado em: 18-02-2017 01:40 
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