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Entrega pelo Primeiro-Ministro, António Costa, da Bandeira Nacional do Comité Olímpico ao Comandante do NRP Sagres 
 
 
“A escolha do Navio-Escola Sagres como Casa de Portugal durante os próximos Jogos Olímpicos é uma escolha particularmente simbólica”, afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa.
 

“A escolha do Navio-Escola Sagres como Casa de Portugal durante os próximos Jogos Olímpicos é uma escolha particularmente simbólica”, afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa.

Decorreu esta tarde, em Lisboa, a cerimónia de entrega, pelo Primeiro-Ministro ao Comandante do Navio-Escola Sagres, da bandeira nacional que será o estandarte do Comité Olímpico de Portugal (COP) durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Estiveram também presentes na cerimónia o Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, O Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante Macieira Fragoso, o Presidente do COP, José Manuel Constantino, demais entidades e atletas olímpicos.

António Costa referiu-se ao simbolismo desta viagem que o Navio-Escola Sagres agora inicia e que vai “percorrer, séculos volvidos, o mesmo trajeto que a Armada de Pedro Álvares Cabral venceu o Atlântico e descobriu essas terras maravilhosas que designámos e que fizemos Brasil”.

O Primeiro-Ministro salientou a “superação individual” de cada um dos “marinheiros” do navio “em que se aprende”, “uma escola de vida, uma escola de trabalho”, onde se desenvolve “um trabalho de equipa” que é “a mensagem que está associada aos Jogos Olímpicos”

No final da sua intervenção, António Costa desejou à Sagres e a todos os seus marinheiros “águas safas e ventos de feição”.

Por sua vez, na sua intervenção, o Presidente do COP, José Manuel Constantino, afirmou o quanto se sente “honrado com esta possibilidade” conferida pelo Governo de Portugal, ao ter “facilitado todos os procedimentos que são necessários para este desígnio”. Expressou ainda o sentido agradecimento à “Marinha Portuguesa”, que se “envolveu e sentiu este projeto como seu”, num navio que é, só por si, uma “casa da diplomacia portuguesa” e que “certamente” vai levar “um pouco da alma Lusa a terras do Brasil”.

O Presidente do COP salientou ainda “o património de cultura marítima de que este navio é depositário”, na pessoa do seu “Comandante e de todos os marinheiros que o vão acompanhar”.

O Navio-Escola Sagres parte hoje de Lisboa, com destino à cidade da Praia, em Cabo Verde, e prosseguirá depois para o Brasil onde visitará os portos de Recife e Salvador da Baía ao Rio de Janeiro, onde permanecerá ente 3 e 22 de agosto e será a Casa de Portugal.

Construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, em 1937, para desempenhar funções como navio-escola da Marinha Alemã, recebeu na altura o nome Albert Leo Schlageter.

No final da II Guerra Mundial, foi capturado pelas forças dos Estados Unidos da América, sendo vendido à Marinha do Brasil onde entrou ao serviço em 1948, com o nome de Guanabara

Só em 1961, 13 anos mais tarde, o navio foi adquirido por Portugal com o objetivo de substituir a antiga Sagres, herdando todos os símbolos e o próprio nome.

No dia 25 de abril de 1962, parte para a sua primeira viagem com a bandeira portuguesa, tendo chegado a Lisboa a 23 de junho, depois de ter feito escalas no Recife, Mindelo e Funchal.

Desde essa altura, o Navio-Escola Sagres tem efetuado anualmente viagens de instrução com cadetes da Escola Naval.

Além desta missão relacionada com a instrução dos cadetes, o Navio-Escola Sagres é também regularmente utilizado na representação da Marinha e do País, funcionando como embaixada itinerante de Portugal.

No âmbito das suas missões, o Navio-Escola Sagres cumpriu já três viagens de circum-navegação, em 1978/79, 1983/84 e 2010.

Atualizado em: 04-07-2016 16:06 
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