Saltar para o conteúdo principal
HOME
ATUALIDADE
MULTIMÉDIA
LIGAÇÕES
RESERVADO
INSTITUCIONAL
Dia do Combatente: damos passos todos os dias para ter um Estado mais justo e atento 
 
 
Declarou o Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, durante as cerimónias do Dia do Combatente, que decorreram este sábado, dia 6 de abril, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha

“Esta é uma cerimónia repleta de evocações e de significado. Assinalamos hoje o Dia do Combatente. Não apenas recordando e evocando o respeito devido a todos os que combateram pela Pátria, mas também celebrando os esforços de dignificação e apoio a esses militares e às suas famílias que tudo deram e tudo continuam a dar por Portugal”, declarou o Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, durante as cerimónias do Dia do Combatente, que decorreram este sábado, dia 6 de abril, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

Numa cerimónia que contou com as presenças da Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto, do Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro entre as mais altas patentes do Exército, Marinha e Força Aérea, o Ministro da Defesa recordou o 101º aniversario da Batalha de La Lys e a 83ª romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido, que se assinalam também no Dia do Combatente.

“A Batalha de La Lys, é uma página difícil da história nacional que nos obriga ainda hoje, volvidos mais de 100 anos, a olhar com redobrada responsabilidade para os nossos combatentes”, disse Gomes Cravinho, referindo ainda que o Soldado Desconhecido, cujo túmulo se encontra na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha, desde 1921, - guarda os corpos de dois soldados: um morto em Flandres e outro em Moçambique - é “permanentemente alumiado pela “chama da Pátria” e guardado por jovens soldados cuja função permanece, hoje, como há 100 anos: defender o País e os Portugueses com abnegação e entrega total”.

Perante algumas centenas de populares que, como é hábito, emolduraram a cerimónia militar, João Gomes Cravinho sublinhou a importância da realização destas efemérides para celebrar o “recurso mais valioso de qualquer instituição, as suas pessoas”.

“As Forças Armadas Portuguesas continuam a contar com militares que muito nos orgulham e que todos os dias prestigiam Portugal - como os 836 militares que hoje estão destacados, entre outros teatros operacionais, no Afeganistão, no Kosovo, na Roménia, na Colômbia, no Golfo da Guiné, no Mali ou na República Centro-Africana”, enumerou, frisando que estes são os combatentes atuais “que se juntam às várias gerações de combatentes que se bateram por Portugal e pelos valores que acarinhamos e desejamos para a nossa sociedade e dos nossos aliados”.

O Dia do Combatente oferece, assim, uma oportunidade de reafirmar o reconhecimento e a solidariedade de todos os Portugueses para com os atuais e antigos combatentes, disse, considerando que “pelos condicionamentos que temos, nem sempre o Governo pode fazer o que os antigos combatentes merecem”, mas “damos passos todos os dias para ter um Estado mais justo e atento”.

Numa perspetiva mais abrangente, o Ministro da Defesa acredita que os desafios com que as Forças Armadas se confrontam permanecem elevados e, “depois de um período austero”, Gomes Cravinho admitiu que “hoje encontramo-nos num processo de gradual viragem do ciclo de desinvestimento que as últimas décadas puseram à Defesa”.

Nas palavras do titular da pasta da Defesa, este momento “exige-nos responsabilidade, visão estratégica e clareza de objetivos”, que será conseguida através de uma política de Defesa Nacional “coerente e alicerçada naqueles que são os grandes consensos da nossa sociedade”.

“Um consenso sobre a centralidade das Forças Armadas para a soberania nacional, um consenso sobre o seu lugar cimeiro entre as estruturas do Estado, um consenso sobre o papel primeiro do poder político na definição das prioridades e dos modelos de desenvolvimento da Defesa Nacional e, o consenso sobre o compromisso nacional com a manutenção de Forças Armadas equipadas e treinadas nos mais altos padrões por forma a manter a nossa contribuição para a segurança coletiva de que todos beneficiamos”, elencou Gomes Cravinho.

O trabalho ativo que a Liga dos Combatentes tem feito “para o reconhecimento público do serviço prestado pelos militares, ajudando a criar uma consciência nacional dignificando o papel dos antigos combatentes”, foi evidenciado pelo Ministro da Defesa, que considerou importante para minimizar as “consequências dramáticas da guerra na vida dos militares e famílias”, através dos vários apoios, desde os cuidados de saúde, os cuidados com planos de apoio psicológico, os programas de melhoria e ampliação das residências de apoio aos idosos, como também, os estabelecimentos de ensino para crianças.

No final do seu discurso, o Ministro da Defesa sublinhou que o Estado tem a “responsabilidade primária de consagrar na lei e na prática os mecanismos que dignifiquem o contributo dos nossos combatentes para a manutenção da paz de que todos beneficiamos”, acrescentando que “morrer pelo país ou por ele sacrificar o bem-estar ou a vida é um ato de bravura única que coloca os combatentes num patamar de sacrifício que não é exigido em nenhuma outra função do Estado”.

“Ninguém melhor que eles para serem, hoje, os “embaixadores” de uma cultura de paz e de segurança junto dos mais jovens”, concluiu.

O Dia do Combatente iniciou-se com a celebração eucarística pelo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, Dom Rui Valério, prosseguiu com um desfile das Forças em Parada e a assinatura do “Livro de Ouro” da Liga dos Combatentes, no Museu das Oferendas. A cerimónia terminou na Sala do Capítulo, com a tradicional deposição de flores e honras militares junto ao túmulo do Soldado Desconhecido por parte das entidades presentes.

Com o objetivo de homenagear os mortos que desfaleceram em defesa da Pátria, bem como prestar um justo tributo aos antigos combatentes, a Liga dos Combatentes organiza anualmente, no Mosteiro da Batalha - atendendo ao seu simbolismo e à representatividade histórica e militar - a comemoração do aniversário da Batalha de La Lys e a romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido.

 

Atualizado em: 29-04-2019 11:43 
QUEM SOMOS CONTACTOS MAPA DO SITIO
Desenvolvido por ATASA, Centro de Dados da Defesa/SG/MDN @ 2012 Defesa Nacional - Optimizado para Internet Explorer