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Diálogo cria oportunidades para indústrias de defesa de Portugal e do Brasil 
 
 
Portugal e Brasil promoveram o primeiro diálogo sob o alto patrocínio dos Ministros da Defesa Nacional de Portugal e do Brasil e que decorreu na cidade do Porto

A cidade do Porto recebeu nos dias 9 e 10 de fevereiro o I Diálogo das Indústrias de Defesa de Portugal e do Brasil, onde estiveram presentes os Ministros da Defesa Nacional, Alberto Azeredo Lopes e o Ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann. Este primeiro diálogo visou proporcionar uma melhor interação entre o tecido empresarial dos dois países e, assim, reforçar a cooperação bilateral para fazer face aos desafios de segurança.

Na sessão de abertura, que contou também com a intervenção do Ministro da Economia português, Manuel Caldeira Cabral destacou que “de facto as indústrias de defesa são muito importantes para a defesa e cada vez mais para a economia”.   “Esta colaboração, entre empresas brasileiras e portuguesas vai ser muito proveitosa”, e o encontro de hoje “vai ser visto daqui a uns anos, como um encontro histórico”, afirmou o Ministro da Economia.

O Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, aquando a sua intervenção, referiu que “numa altura em que a União Europeia atravessa uma fase estimulante, há algo em que todos de certeza concordaremos: as indústrias de defesa de duplo uso são uma opção estratégica do continente e não apenas Portugal”.

Azeredo Lopes, perante uma plateia de empresários e investigadores dos dois países e diferentes atores ligados à defesa, lembrou que em 2010 foi estabelecida uma parceria para desenvolver o programa do avião de transporte estratégico KC 390 da Embraer, e que após cerca de “1500 dias temos uma estrutura de engenharia aeronáutica em Portugal de ponta, conseguimos criar um cluster aeronáutico em Évora e  robustecer as OGMA”, revelou o governante português.

O Ministro da Defesa Nacional fez ainda questão de relembrar “que seria criminoso deixarmos de lado” que Portugal e Brasil partilham “a cultura, a língua, uma história, somos democracias” e o “desenvolvimento de uma indústria de defesa de duplo uso assenta, também, numa ideia muito positiva, porque pode acasalar o têxtil com a nanotecnologia”, e assim, resultará num investimento que nos obriga a ser excelentes, para sermos, evidentemente competitivos”, concluiu.

Por sua vez, o seu homólogo brasileiro, Raul Jungmann, defendeu que é “fundamental que os dois países estejam cada vez mais unidos pela cooperação, em matéria da defesa, e mais especificamente no fomento ao desenvolvimento das nossas bases industriais e tecnológicas de defesa”, sublinhando, como exemplo, também o caso do desenvolvimento e a construção da aeronave KC-390, que é “um projeto e um produto luso-brasileiro formidável”.

Para Raul Jungmann, as possíveis áreas de cooperação a estabelecer entre os dois países é no setor da construção naval, bem como no setor tecnológico e de sistemas de informação e comunicação militar.

Portugal representa uma oportunidade, “uma plataforma para que nós possamos nos aproximar da Europa e também desenvolver uma relação mais profícua, mais concreta com a NATO. E a recíproca também é verdadeira, o Brasil representa uma grande oportunidade para Portugal em torno não só do seu mercado, mas em torno do mercado da América do Sul, e outros mercados que efetivamente podemos conquistar juntos”, vincou o Ministro da Defesa brasileiro.

No encontro, os ministros assinaram uma Declaração Conjunta, onde fixaram os objetivos de cooperação futura, sobretudo na área das Indústrias de Defesa, e um Memorando de Entendimento sobre Cooperação na área de Catalogação Logística Militar. A próxima edição do “Diálogo das Indústrias de Defesa de Portugal e do Brasil” decorrerá no próximo ano, no Brasil.  

 

Atualizado em: 18-02-2017 01:40 
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