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Centenário da I Guerra Mundial: Localizados os destroços do “Roberto Ivens” 
 
 
A Lancha Andrómeda localizou o destroço do caça-minas Roberto Ivens, afundado a 26 de julho de 1917.
 

A Lancha Andrómeda localizou o destroço do caça-minas Roberto Ivens, afundado a 26 de julho de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial na barra do rio Tejo. O caça-minas foi o primeiro navio da Armada Portuguesa a perder-se na Grande Guerra, levando consigo 15 dos 22 elementos da tripulação, incluindo o Primeiro-Tenente, Raul Cascais, que comandava o navio.

O caça-minas desaparecido há quase 99 anos foi finalmente encontrado graças à investigação realizada pelo Instituto de História Contemporânea em 2014, com o concurso da Comissão Cultural da Marinha e o apoio do Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa. O destroço foi esta semana localizado a 12 milhas a sul de Cascais, numa posição distinta daquela apontada pela documentação oficial.

A identificação do “NRP Roberto Ivens” acontece próximo da data em que se assinala o centenário da entrada de Portugal na Grande Guerra, a 9 de Março de 2016. Esta descoberta permite aprofundar o conhecimento sobre a presença e o papel da Marinha durante a Grande Guerra e refletir sobre a dimensão da guerra naval e a presença submarina alemã em águas territoriais portuguesas.

A confirmação da descoberta do destroço ocorreu como resultado de uma atividade promovida pelo Ministério da Defesa e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no quadro da preparação do programa destinado a assinalar o centenário da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial.

No próximo dia 9 de Março cumprem-se 100 anos desde que a Alemanha declarou guerra a Portugal. Ainda que o envolvimento direto de Portugal tenha sido iniciado em 1914 através do envio de tropas para Angola e Moçambique. A entrada de Portugal na Grande Guerra data de Março de 1916 aquando da declaração de guerra alemã na sequência do aprisionamento de navios alemães e austríacos surtos nos portos nacionais determinado pelo Governo português.

Roberto Ivens: O primeiro Navio perdido em combate

O caça-minas foi um dos navios civis requisitados pela Armada Portuguesa para incorporar nos seus serviços, a 19 de Abril de 1916. Até então, este era o arrastão da pesca do alto-mar “Lordelo” e pertencia à Empresa Portuense de Pescarias. A 26 de julho de 1917, cumpria a missão de rocegar minas entre o Cabo da Roca e o Cabo Espichel, onde se encontravam várias minas lançadas pelos submarinos inimigos.

Durante os trabalhos desse dia o "NRP Roberto Ivens" colidiu com uma mina aí colocada por um submarino alemão. A explosão partiu o “NRP Roberto Ivens” ao meio, provocou o seu afundamento imediato e a morte a quinze, dos vinte e dois elementos da sua guarnição. Os sete sobreviventes foram recolhidos pelo rebocador da armada "NRP Bérrio" o qual por vezes, também auxiliava na rocega de minas.

Para a identificação do navio, foram utilizados meios de prospeção geofísica, que em articulação com pesquisas efetuadas em vários arquivos nacionais e estrangeiros, permitiram estabelecer a correlação entre o navio e um destroço existente. A Marinha vai agora recolher imagens em profundidade e avaliar o estado do Ivens com um robot operado remotamente.

Atualizado em: 05-03-2016 01:22 
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