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Azeredo Lopes: “É importante aproximar a sociedade civil à instituição militar” 
 
 
A conferência “Recrutamento Militar: Dificuldades e Desafios”, promovida pela Comissão de Defesa Nacional, decorreu na Sala do Senado da Assembleia da República

A conferência “Recrutamento Militar: Dificuldades e Desafios”, promovida pela Comissão de Defesa Nacional, decorreu esta quarta-feira na Sala do Senado da Assembleia da República, na qual estiveram presentes, na sessão de abertura, o Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, o Vice-Presidente da Assembleia da República, Jorge Lacão e o Vice-Presidente da Comissão de Defesa Nacional, Júlio Miranda Calha.

Para Azeredo Lopes, pensar o recrutamento e a retenção dos militares nas Forças Armadas é “uma questão de relevância nacional que, como tal, a todos convoca e a todos responsabiliza”. No entanto, para o Ministro da Defesa, “deixou de ser, há muito, um tópico só interno ou nacional. É, além disso, um problema de dimensão internacional”, referiu.

Este problema de dimensão internacional, resulta, na opinião de Azeredo Lopes, “de um mundo cada vez mais globalizado” e, de uma “mudança de paradigma que, como tal, nos confronta com novas demandas, expectativas e exigências para as quais, aparentemente, ainda não se encontrou a melhor forma de responder”.

A este respeito, o titular da pasta da Defesa relembrou um estudo efetuado pela NATO, Recruiting and Retention of Military Personnel no qual, já em 2007, se “refletia sobre estas matérias, com vista à elaboração de recomendações práticas e de formas mais eficazes de intervenção”.

O Ministro deu ainda o exemplo da França, que através do Haut Comité d’Évaluation de la Condition Militaire apresenta, anualmente, recomendações para “enfrentar a questão do recrutamento e da retenção, da perceção das Forças Armadas e do interesse dos jovens pela Defesa”.

A nível nacional, Azeredo Lopes destacou o contributo do Governo, que tem “dado provas, desde logo pela valorização da carreira militar e dos recursos humanos e materiais adequados ao exercício de funções na área da Defesa Nacional”; a alteração do Estatuto dos Militares das Forças Armadas; e a "assunção de um “dever de cuidado” com os Deficientes das Forças Armadas e Antigos Combatentes".

O Ministro aproveitou ainda para destacar o papel do IDN (Instituto da Defesa Nacional) no compromisso de “proximidade, de divulgação das questões da Defesa Nacional” junto da sociedade, especialmente dos jovens, referindo “que queremos cidadãos comprometidos, críticos e esclarecidos”.

Azeredo Lopes adiantou ainda que estão a ser desenvolvidos estudos pela Direção-Geral de Recursos de Defesa Nacional, em colaboração com os três ramos das Forças Armadas, sobre a “perceção dos jovens relativamente às Forças Armadas e a dos militares relativamente à própria profissão”, sustentando que os resultados irão ser “determinantes na conceção e aplicação de medidas concretas, baseadas nos dados concretos cientificamente apurados, e não em meras impressões ou convicções”.

Ainda sobre estes estudos, Azeredo Lopes, defendeu que deverão conduzir a “uma maior eficácia das estratégias a adotar com vista ao recrutamento e à retenção dos nossos jovens — hoje, em média, muito mais qualificados que há dez ou vinte anos —, a uma maior justeza das garantias a dar de acesso ao mercado de trabalho no final dos contratos; e até a uma estratégia mais consolidada para o recrutamento no feminino — que ainda tem que dar passos muito importantes”.

No fim da intervenção, o Ministro da Defesa Nacional manifestou a necessidade de aproximar a sociedade civil à instituição militar, “é urgente fomentar uma consciência e uma identidade cívica que estejam ancoradas no conhecimento da História, mas que se projete em abertura e em futuro”, referindo que cabe a todos – Governo, Partidos Políticos, Forças Armadas, Sociedade Civil, Academia – “não deixar que a ordem dos fatores se inverta e que o restabelecimento da proximidade que almejamos se faça por imposição da realidade crua das novas guerras, híbridas, imprevisíveis, que revelam no terrorismo o seu rosto mais sombrio”, concluiu.

 

Intervenção do Ministro da Defesa Nacional

 

Atualizado em: 26-04-2018 16:13 
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