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Azeredo Lopes: “É altura de refundarmos os valores que unem os aliados” 
 
 
O Ministro da Defesa Nacional participou na conferência anual de políticas de segurança, promovido pelo think-tank Friends Of Europe, em Bruxelas

“Estamos hoje na NATO muito melhor e mais capazes de enfrentar novas ameaças”, declarou o Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, durante a conferência anual de políticas de segurança, promovido pelo think-tank Friends Of Europe, em Bruxelas.

“Entendo que, porventura, era altura de, num documento breve, refundarmos os valores que nos unem e, sobretudo, definirmos com mais clareza quais são as ameaças que consideramos mais fundamentais, não propriamente para estudar medidas de reação, mas para saber como é que a organização deve ser pensada para estar preparada para as enfrentar. Posso perceber as reações de alguns que não querem debater um  novo conceito estratégico, e eu próprio queria esclarecer que não estava a falar de nenhum processo burocrático. Estava a falar, isso sim, de uma abordagem consensual a propósito daquilo que nos une, que é infinitamente mais do que aquilo que pode eventualmente afastar-nos", explicou Azeredo Lopes.

O Ministro da Defesa recordou que Portugal, membro fundador da NATO, tem mostrado solidariedade com as suas contribuições e que a aliança, apesar de se encontrar “perante desafios que põe em causa a sua natureza interestadual, é uma estrutura notável que nos protegeu, que nos defendeu, durante quase 70 anos”.

“Acho que nos últimos anos a NATO tem dado saltos qualitativos também por influência das posições portuguesas e de outros países que se lhe juntaram a propósito de ameaças não estaduais”, nomeadamente no que concerne às posições da aliança sobre o flanco sul e a abordagem de 360 graus.

Para Azeredo Lopes, a NATO mantém uma estrutura com uma composição ainda puramente tradicional, e continua a pensar também em ameaças mais tradicionais”, ao contrário das Nações Unidas, como se pode verificar pela missão na República Centro-Africana que Portugal integra com uma Força de Reação Rápida é um “um contributo mais efetivo, mais sindicável, mais verificável para a paz internacional, do que, por ventura, outras missões com mais visibilidade mediática, mas com menos impacto na vida das pessoas, na proteção de civis.”

Na véspera da aliança atlântica assinalar os 70 anos da assinatura do Tratado de Washington, o Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, o Ministro da Defesa da Noruega, Frank Bakke-Jensen, a Diretora de Planeamento Político do Gabinete do Secretário-Geral da NATO, Benedetta Berti, e o antigo Secretário-Geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, debateram ‘Um novo começo para uma velha aliança’.

 

Atualizado em: 08-10-2018 21:30 
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