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Aviação Naval celebra 100 anos 
 
 
O centenário da Aviação Naval foi assinalado no dia 28 de setembro, junto ao monumento da 1ª travessia aérea do Atlântico Sul realizada por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, no hidroavião “Lusitânia”

O centenário da Aviação Naval foi assinalado no dia 28 de setembro, junto ao monumento da 1ª travessia aérea do Atlântico Sul realizada por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, no hidroavião “Lusitânia”, que, “mais do que a audácia de atravessar o Atlântico num pequeno Hidroavião”, conseguiram comprovar “o rigor do seu sistema de navegação”, declarou o Presidente da República.

O evento foi presido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tento estado também presentes o Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, o Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, o Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante António Silva Ribeiro e o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo.

O Presidente da República recordou que foi da aviação militar “que saíram os primeiros aviadores lusos para integrar forças expedicionárias na Europa e em África” e classificou como “enorme” a “epopeia” vivida pelos mesmos, por utilizarem, pela primeira vez, hidroaviões e operarem as aeronaves a partir de navios.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou o crescimento desde 1993 - o ano em que a Armada retomou a Aviação Naval - e a afirmação da atual “esquadrilha de helicópteros da Marinha”, que é “e continuará a ser uma unidade fundamental” para “as operações navais”.

O Chefe de Estado-Maior da Armada também sublinhou o trabalho desenvolvido pela esquadrilha de helicópteros da Marinha, nos últimos anos, designadamente a operação Sharp Guard, conduzida no Mar Adriático, entre 1995 e 1996, e na qual esteve empenhada, pela primeira vez, uma fragata com um helicóptero orgânico para executar ações de vigilância e abordagem à navegação mercante, tendo em vista o embargo de armas às partes beligerantes na ex-Jugoslávia.

Sobre o futuro da aviação naval, o Almirante Silva Ribeiro referiu a necessidade de sustentação e continuidade dos Helicópteros Lynx até 2030/35, o que implica o cumprimento do “processo de modernização em curso”, a incorporação de veículos aéreos não tripulados na Autoridade Marítima Nacional e o reforço da “excelente cooperação da Força Aérea, na Formação, na Instrução e no Treino” do pessoal da Marinha.

Para o comandante Cyrne de Castro, um dos últimos aviadores da Marinha de primeira época, a comemoração dos 100 anos da aviação naval deve provocar uma maior “consciencialização” do feito aeronáutico da Sacadura Cabral e Gago Coutinho, porque o mesmo contribuiu significativamente “para o prestígio de Portugal e para o desenvolvimento da segurança na navegação aérea em todo o mundo".

A cerimónia, que incluiu desfile militar e uma mostra de acrobacias aéreas, ficou ainda marcada pelo descerramento de uma placa comemorativa e a deposição de uma coroa de flores em memória dos mortos em serviço.

O Presidente da República aproveitou ainda a ocasião para anunciar a celebração do centenário da primeira travessia do Atlântico Sul, em conjunto com o Brasil, em 2022.

Atualizado em: 30-10-2017 15:31 
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