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“O Mar é um desígnio nacional do futuro, tanto como o foi no passado” 
 
 
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, sublinhou este domingo, 19 de maio, a importância do Mar para Portugal

O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, sublinhou este domingo, 19 de maio, a importância do Mar para Portugal, durante as comemorações do Dia da Marinha, na cidade de Coimbra. O Ministro presidiu à cerimónia militar acompanhado pela Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto e pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António Mendes Calado.

A Marinha Portuguesa comemorou o Dia da Marinha, pela primeira vez numa cidade sem mar. Coimbra foi cidade anfitriã deste evento, que levou à cidade dos estudantes exposições temáticas, atividades náuticas no rio Mondego, concertos da Banda da Armada, entre outros eventos para toda a família. A Cerimónia Militar foi o culminar das celebrações que decorreram durante uma semana.

“É um privilégio imenso participar nestas comemorações do Dia da Marinha na Lusa Atenas. A cidade de Coimbra evoca imagens de progresso e tradição com que nos identificamos na Marinha e na Defesa Nacional. Há paralelos inegáveis”, declarou o Ministro, deixando uma “palavra de apreço à Câmara Municipal de Coimbra pelo acolhimento que deu a estas celebrações e a todos os conimbricenses pelo entusiasmo com que abraçaram esta iniciativa”.

Perante uma parada constituída por militares de diversas unidades em terra e de navios da Marinha, João Gomes Cravinho endereçou “a todos os efetivos da Martinha portuguesa” o “agradecimento pelo trabalho exemplar que todos os dias cumprem”, enalteceu o seu profissionalismo e exortou a que “continuem inspirados pelos sonhos de vitória e que naveguem sempre com audácia e com valor”. 

“A imagem de profissionalismo, dedicação e cumprimento dos nossos valores é a razão que nos torna parceiros reconhecidos nos quadros multilaterais que integramos, como a Organização das Nações Unidas, a Aliança Atlântica, a União Europeia ou a Comunidade de Países de Língua Portuguesa”, declarou o Ministro da Defesa, considerando que também os portugueses têm “orgulho nos seus militares e na profissão militar”. A “Pátria contempla-vos efetivamente”. 

 

39% do nosso Mar territorial e 48% da nossa Zona Económica Exclusiva mapeados

“Existe, hoje, na nossa sociedade um amplo consenso sobre a centralidade que o Mar deve assumir no nosso desenvolvimento enquanto sociedade do século XXI, e na afirmação internacional do nosso País. O Mar representa hoje um espaço de inovação e desenvolvimento que nos lança importantes desafios, porquanto se configura como um dos nossos ativos estratégicos principais”.

“O Mar é um desígnio nacional do futuro, tanto como o foi no passado. O conhecimento do Mar requer, portanto, todo o nosso apoio através das políticas públicas devidamente estruturadas e sustentadas no tempo”, declarou o Ministro, defendendo que o “trabalho desenvolvido pela Marinha, em todas as dimensões da sua interação com os nossos espaços marítimos e ribeirinhos contribui, de forma insubstituível, para esse conhecimento, para esse sentido de pertença, para essa ligação afetiva com o Mar”.

O Ministro destacou o projeto de Mapeamento do Mar Português que se encontra em curso no âmbito do Instituto Hidrográfico que conta já com cerca de 39% do nosso Mar territorial e 48% da nossa Zona Económica Exclusiva mapeados. “Um imperativo que a Defesa Nacional continuará a promover”, considerando um exemplo do potencial imenso que a aposta no conhecimento científico pode gerar para a Defesa Nacional, para a economia nacional e para a sociedade portuguesa.

Lançou o repto aos centros de investigação e universidades que “se associem à produção de conhecimento inovador que potencie as nossas capacidades e que, também no âmbito da Defesa, cumpram o desígnio nacional de promover o bom nome do nosso país”.

Recordou que a ação no Mar vai muito além do seu estudo e enumerou exemplos de coesão territorial, de promoção de segurança marítima, de cooperação bilateral, de capacitação dos parceiros atlânticos e as missões de interesse público, nomeadamente busca e salvamento, e o apoio a missões humanitárias.

O Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, António Mendes Calado, na sua intervenção, referiu que um dos objetivos de levar a Coimbra o Dia da Marinha foi “dar a conhecer quem somos e o que fazemos, nesta região centro do País de onde são oriundos milhares de portugueses que, ao longo dos séculos, serviram e servem Portugal na Marinha, com brio e merecido orgulho nas suas origens”

O Dia da Marinha assinala-se a 20 de maio em homenagem ao grande feito de Vasco da Gama que, neste dia, em 1498, pela primeira vez na história, ligou, por via marítima, a Europa ao Oriente, com a chegada a Calecute, na Índia.  Atualmente, esta data comemora-se através da oportunidade dos portugueses e da terra anfitriã das celebrações, conhecerem e contactarem com a Marinha.​

 

Atualizado em: 19-05-2019 20:34 
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