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Ministro da Defesa sublinha avanço na segurança e defesa da UE 
 
 
“Estamos a dar passos” no sentido “de o reforço das capacidades de atuação comum dos Estados-Membros da União Europeia”, um processo que “muitos não conceberiam sequer que já pudesse estar neste plano em 2017”

“Estamos a dar passos” no sentido “de o reforço das capacidades de atuação comum dos Estados-Membros da União Europeia”, um processo que “muitos não conceberiam sequer que já pudesse estar neste plano em 2017”, considerou o Ministro da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes, após uma sessão de trabalho conjunta entre Ministros da Defesa e Ministros dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas.

O Ministro disse que “Portugal destacou como positivo o desenvolvimento de estruturas de planeamento e condução de missões e operações”. Este desenvolvimento, explicou, “visa integrar no plano europeu uma forma de coordenação militar, por exemplo as missões de treino da UE na Somália, no Mali, na República Centro-Africana, nas quais faltava um interlocutor também militar ao nível do planeamento e da condução das missões”.

Azeredo Lopes esclareceu que “não é algo que naturalmente se confunda com um quartel-general, mas é um avanço que pode vir a tornar mais eficiente a ação da União Europeia nesta área que, aparentemente, tem custos absolutamente contidos e não implica sequer novas infraestruturas ou novas capacidades ao nível organizacional.” Nas duas missões que teve ocasião de visitar, as Missões de Treino da UE no Mali e na República Centro-Africana, os Comandantes têm-lhe transmitido: “a relativa dificuldade em fazer perceber rapidamente que a tomada de decisão também é cada vez mais pressionante em teatros de operações que como é sabido são bastante exigentes”.

Durante o Conselho dos Negócios Estrangeiros os Ministros avaliaram os avanços do Plano de Ação Europeu na área da Defesa. Segundo Azeredo Lopes “Portugal vê com bons olhos e expectativa” uma vez que irá “obrigar os Estados-Membros a falarem mais entre si, na persecução de uma vantagem que seja também ela comum e daí, por exemplo, a insistência na investigação, no desenvolvimento, no reforço da capacidade produtiva”, afirmou Azeredo Lopes, considerando que “é melhor a ação multinacional que envolva vários Estados, porque isso permite reforçar standards operacionais e pensamento também autónomo da União Europeia nessa área”.

O Ministro da Defesa destacou ainda como aspetos positivos “o desenvolvimento de uma nova doutrina relativa à indústria de defesa europeia de duplo uso”, trabalho que tem sido desenvolvido pela Comissão Europeia. Portugal reiterou a manutenção da relação de complementaridade e não duplicação entre UE-NATO e a preservação de uma relação transatlântica “sem prejuízo da afirmação de uma autonomia estratégica da UE na área da segurança e defesa, que contribui aliás para reforçar o pilar europeu da própria defesa da NATO”.

Os Ministros da UE aprovaram hoje um documento de reflexão sobre as capacidades operacionais de planeamento condução das missões operações da Política Comum de Segurança e Defesa que contém medidas para melhorar a capacidade da União Europeia para agir mais rapidamente, mais eficazmente e de modo integrado, a partir de estruturas comuns, procurando incrementar as sinergias entre civis e militares.

Atualizado em: 27-03-2017 15:42 
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